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Cordiviola, Alberto Rafael. Modos de ver a cidade. A Tarde Cultural, Salvador, ano 88, n. 30233, p. 1, semanal. 2001.
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Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Uma aranha executa operações que lembram às do tecelão, e uma abelha envergonharia, pela construção das células da sua colméia, a mais de um arquiteto. Mas o que distingue vantajosamente o pior dos arquitetos da melhor das abelhas é que ele modela a sua estrutura na imaginação antes de construí-la na realidade.(...). Marx pretendia, na sua argumentação, conduzir à compreensão do processo do trabalho e do seu caráter genérico específico. Mas a utilização do arquiteto em comparação com a abelha aponta para uma característica que, própria do trabalho humano, é característica fundamental do arquiteto: o projeto. A arquitetura não decorre, como a colméia da abelha, de uma informação genética mas de uma vontade que conduz a: "seu próprio objetivo". Esta vontade e este objetivo são conseqüência do que Elias chamou de "condição biológica de sobrevivência do homem": a mutabilidade; a dependência de um padrão comportamental determinado pelo aprendizado da experiência de outros e em relação com a sua circunstância. Condição de animal histórico.
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