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NERY, Juilana Cardoso. Configurações da metrópole moderna : o processo de verticalização de Belo Horizonte (1940/1960). In: SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 7., 2002, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2002.
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Resumo

O processo de verticalização das grandes cidades sempre estiveram ligados a dois fatores prioritariamente: um de ordem econômica - a valorização e multiplicação da terra urbana; e outro de ordem simbólica - demonstração de progresso e modernidade de uma grande metrópole. Indubitavelmente a verticalização está ligada ao desenvolvimento econômico e a pressão de um mercado imobiliário que usa o espaço urbano como meio de reprodução do capital. No entanto, para a constituição de certas formas de processo produtivo, incluindo-se a produção imobiliária, existem condições gerais que não dependem unicamente do detentor de capital e sua forma de reproduzi-lo. O valor da terra urbana não existe em si, mas com o seu uso. Este uso é complexo e depende de elementos externos, que fogem em certa medida ao controle dos detentores do capital, como fatores simbólicos e estéticos. No caso do Brasil não aconteceu diferente, porém em alguns momentos esta dinâmica antecedeu ao fato concreto da metropolização da cidade, como em Belo Horizonte. Seu processo de verticalização se iniciou antes do esgotamento de terras no centro da cidade e de sua condição sócio-econômica metropolitana. Algumas particularidades na formação e gestão da cidade foram responsáveis por essa inversão na ordem tradicional do processo, dentre elas a postura do poder público que criou condições estruturais e ideológicas que favoreceram tais acontecimentos. A arquitetura passou a ser um dos principais instrumentos de modernização da cidade. O arranha-céu, então, tornou-se um dos expoentes da modificação do espaço urbano da capital mineira. Prédios altos simbolizavam desenvolvimento, grande centro e modernidade, por trás disso, significavam também, especulação imobiliária, valorização da terra urbana, crescimento do mercado imobiliário. O discurso e a imagem antecipada de grande metrópole industrial abriram ainda mais espaço para um mercado em formação. Este trabalho busca, então, identificar processo e produto através da compreensão dos elos entre: poder público, mercado imobiliário, arquitetos e construtores, ideais, linguagens e concretizações, que deram suporte ao início deste processo na capital mineira e determinaram a configuração metropolitana da cidade.
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