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COUTO, Thiago Segall; CAMPELLO, Mauro Santoro. A arquitetura deco na cidade de Juiz de Fora. In: SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 9., 2002, Juiz de Fora. Anais… Juiz de Fora: UFJF, 2002.
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Resumo

O projeto de pesquisa aqui apresentado tem como objetivo fazer um levantamento da Arquitetura Art Déco de um trecho da cidade de Juiz de Fora, abordando as manifestações eruditas e populares dessa arquitetura, e inserindo-a no contexto social-político-ecônomico que marcou a cidade na primeira metade do século XX. A área que foi escolhida como alvo do estudo é delimitada pelo polígono formado pelo encontro das seguintes vias: Av. Barão do Rio Branco, Rua Braz Bernardino, Rua Batista de Oliveira, Rua Barbosa Lima, Praça Presidente Antônio Carlos, Rua Paulo de Frontin, Praça da Estação, Rua Floriano Peixoto, até novamente a Av. Barão do Rio Branco. Nossa abordagem consistiu em análises de material iconográfico (plantas, desenhos, fotos originais e recentes, etc.), consulta em arquivos públicos, e vivência dos objetos arquitetônicos e da área em questão, de modo a efetuar uma coleta de dados que pudessem sistematizar essas análises, propiciar reflexões e auxiliar na formação de uma base de dados para novas pesquisas. A importância do estudo dessa arquitetura acontece pelo fato de se encontrar em Juiz de Fora vários conjuntos edificados de grande qualidade ambiental que assumem grande valor na representatividade da cultura do Brasil de uma época. O Art Déco foi difundido mundialmente e consagrado como estilo internacional a partir da Exposition Internacionale des Arts Décorafits et Industriels Modernes, realizada em 1925 em Paris. Considerado um fenômeno artístico abrangente, possuiu expressões em diversas áreas, entre elas a arquitetura, e pode ser entendido como um conjunto de manifestações artísticas estilisticamente coeso, originário na Europa e que se expande para a América do Norte e do Sul, inclusive o Brasil, a partir dos anos 20 (SMU, 1997). A produção mundial de arquitetura Déco se manifestou de maneira particular em cada país, muitas vezes é mesclado a movimentos nacionalistas e nativistas locais. Como exemplo de dois desses movimentos no Brasil podemos citar o neocolonial e o Movimento Marajoara, este último possuindo ligação com o Déco (CAMPELLO, 1999). A Juiz de Fora das primeiras décadas do século XX, possuía um contexto capaz de incitar a produção dessa arquitetura - assim como do ecletismo e do neoclássico - que representavam com grande sucesso os anseios por novos valores. A presença da Rodovia União e Indústria, da luz elétrica, dos primeiros bondes elétricos e o desenvolvimento de suas indústrias, nos conferem a dimensão da evolução que assumia a cidade nessa época (OLIVEIRA, 1966). O resultado materializa-se, arquitetonicamente, na produção do Art Déco pelas ruas da cidade, criando, na área central, um conjunto urbano de grande valor histórico e arquitetônico, símbolo da modernidade de um período.
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