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SILVA, Luís Octávio. ESPAÇO E DEBATES. CIDADES: ESTRATÉGIAS GERENCIAIS. São Paulo, 1996. 128p. Luís Octávio da Silva (org.).
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 9 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Neste número de Espaço DEBATES que apresentamos: as novas estratégicas gerenciais das cidades. Esse qualificativo aplica-se plenamente já ao primeiro artigo apresentado. Nele, Edmundo Werna nos relata as ações referentes às questões urbanas das agências de cooperação internacional para países em desenvolvimento. Após caracterizá-las em seus aspectos gerais ao longo das últimas décadas, o autor as contrapõe à orientação mais recentemente adotada por essas políticas. As palavras-chave dessa orientação seriam os processos urbanos holísticos e os programas de capacitação técnica. Esse caráter global é dado por contemplarem tópicos como a promoção de atividades de geração de renda, proteção ambiental, desenvolvimento urbano sustentável, capacitação institucional para gestão urbana, etc. O segundo texto, de Mario Lungo, nos traz um quadro atual dos processos de ajuste estrutural e de globalização econômica das cidades da América Central e do Caribe. Esse artigo constitui, juntamente com o texto de Jordi Borja/ Manoel de Forn, um binômio que contrapõe dois contextos geopolíticos díspares: países de terceiro mundo com populações e economias de reduzidas dimensões e, de outro lado, países europeus num cenário de capitalismo avançado. Esse terceiro artigo analisa as políticas urbanas dos governos locais e da União Européia para as cidades. Nesse contexto, a competição pela atração de recursos e pela obtenção de prestígio se combina com ações de cooperação e de intercâmbio entre governos. Centrado totalmente na questão gerencial urbana, o artigo de David Harvey analisa as novas tendências de estratégias gerenciais, também aqui em situações de capitalismo avançado. As antigas práticas de gestão urbana das décadas anteriores, baseadas principalmente na provisão de serviços e de infra-estrutura, estão sendo substituídas por novas práticas, concebidas principalmente na perspectiva da promoção de atividades econômicas e em função da competição entre cidades, visando o desenvolvimento local e o crescimento da oferta de emprego. Os outros artigos do número têm como objeto de interesse situações do contexto brasileiro. O texto de Jorge Luiz Natal nos fala do agravamento do problema federativo, relacionado com a crise do Estado desenvolvimentalista. Após um breve histórico do federalismo brasileiro, o autor apresenta alguns indícios e elementos explicitadores dessa crise de organização institucional. Após esse texto, de caráter mais panorâmico, Espaço DEBATES apresenta o artigo de Marta Arretche pretendendo proporcionar ao leitor um zoom sobre a questão da descentralização. A partir da análise das políticas governamentais brasileiras de habitação social e de saúde pública, a autora nos mostra que, não necessariamente, a política de descentralização corresponde a uma democratização do processo decisório. O texto de Fernanda Furtado/Martim Smolka nos apresenta alguns argumentos sobre as possibilidades de aprimoramento da cobrança do IPTU e do ITBI com vistas não só ao aumento do volume de arrecadação, como também a uma melhor distribuição da sua carga fiscal. A seção de artigos se encerra com o texto de Suzana Pasternak Taschner que nos mostra a evolução das favelas no município de São Paulo, sua distribuição espacial e a degradação ambiental e de qualidade de vida nesses assentamentos. Por último, apresentamos três informes que traçam um breve panorama das atividades e discussões preparatórias à segunda conferência das Nações Unidas sobre os Assentamentos Humanos - Habitat II. Essas discussões reforçam a necessidade de um tratamento holístico para as questões urbanas, assim como a perspectiva de mudanças na forma de atuação das agências internacionais de cooperação e financiamento dessas políticas, como apontado por Werna no primeiro artigo.
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