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SILVA, Luís Octávio. ESPAÇO E DEBATES. SÓCIO-POLÍTICA DO AMBIENTE. São Paulo, 1992. 96p. Luis Octávio da Silva (org.).
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 9 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Espaço DEBATES apresenta, neste número, uma contribuição à discussão do problema ambiental, tendo como referência o território e o meio urbano. Enfatizando a necessidade de construção do problema ambiental em torno de atores e interesses envolvidos, os artigos aqui reunidos permitem recolocar o foco do debate em termos de uma sócio-política do ambiente. O texto de Eda Tassara abre essa discussão, trazendo uma interpretação sobre a difusão mundial do discurso ambientalista e apontando a necessidade de uma evolução nas análises desse discurso a partir de uma perspectiva mais crítica e fundamentada. O artigo seguinte, de Philip Gunn, particulariza o problema ambiental e o discurso ambientalista apresentando o caso da indústria petroquímica no Brasil. A contraposição de fatos, discursos e interpretações enfatiza a complexidade e inter-relação dos fatores em questão e das formas de articulação dos interesses envolvidos. Os textos seguintes discutem (novos) arranjos institucionais para a gestão ambiental, analisando a experiência européia. Vilmorin relata experiências francesas recentes voltadas a políticas ambientais de âmbito territorial, apontando seus avanços e pontos de estrangulamento. Aponta, para um melhor equacionamento da questão ambiental, a necessidade de descentralização, democratização da gestão e reorganização de competências e atribuições entre as diferentes esferas de governo. Barraque especifica a análise para a gestão dos recursos hídricos em alguns países europeus; o autor destaca os novos arranjos institucionais de gestão, buscando explicar as diferenças que tomaram corpo em cada país em função de contextos específicos. Os aspectos teóricos do problema ambiental são retomados no artigo de Regina Pacheco e outros, que apresenta um balanço crítico do tratamento dado à questão ambiental no âmbito da pesquisa urbana. O artigo aponta ainda pistas para a formulação de uma nova abordagem ambiental urbana que revele a complexidade dos processos e a multiplicidade dos agentes e interesses envolvidos. Dois outros artigos encerram a temática ambiental discutindo um instrumento específico o Estudo de Impacto. O primeiro deles, de Luís Octávio da Silva e Ana Lúcia Ancona, discute as potencialidades e limitações desse instrumento de política ambiental e sua aplicação no meio urbano. O segundo texto, de Klara Kaiser Mori, analisa os principais conceitos teóricos adotados nesses estudos e as conseqüências de sua aplicação, sugerindo a revisão desses princípios. O último artigo aqui publicado, de Bishwaprya Sanyal, discute o ensino de planejamento em universidades norte-americanas, onde se encontram estudantes originários de países ricos e pobres. Propõe, como foco central para o ensino, a análise da dimensão global da crise que atinge tanto o primeiro como o segundo grupo de países, e ainda o exercício de busca de soluções para a crise, apenas possível se o ambiente acadêmico americano passar a se pautar por posturas de mútua aprendizagem.
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