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SILVA, Luís Octávio. ESPAÇO E DEBATES. NOVA DIMENSÃO REGIONAL. São Paulo, 1994. 96p, il. Luís Octávio da Silva (org.).
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 9 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Espaço DEBATES procura, neste número, prestar uma contribuição para a discussão da questão regional, trazendo algumas reflexões e fatos recentes referentes ao assunto. Como texto de abertura apresentamos o de Alain Lipietz, que traça uma evolução dos principais parâmetros que nortearam a discussão da oposição local x global, com ênfase na recente discórdia que vem acontecendo entre a abordagem em termos de divisão inter-regional do trabalho e a do desenvolvimento endógeno. Propomos a continuidade da discussão a partir da reflexão apresentada pelo texto de Lena Lavinos e Maria Regina Nabuco sobre os critérios de regionalização usualmente adotados e a sua relação com o processo de especialização das atividades produtivas. Nesse texto, é tomada, como exemplo, a evolução do setor agrícola e agroindustrial nos últimos quarenta anos e evidenciado o papel do Estado nesse processo de modernização. O terceiro texto, de Cássio Rolim e Liana Carleial, nos fala das dificuldades da utilização do conceito de integração econômica na análise regional. É apresentado o caso do complexo agroindustrial do algodão no Nordeste brasileiro com o intuito de aprofundar a análise dos processos de integração de mercados que são freqüentemente interpretados como desintegradores de economias regionais autônomas. O terceiro bloco de artigos discute o surgimento de uma nova dimensão espacial decorrente da reestruturação da atividade industrial no Estado de São Paulo. O primeiro desses textos, o quarto da revista, o artigo de Flora Gonçalves, privilegia um aspecto, de certa forma, pouco explorado, que é o papel da metrópole paulista na rede urbana do Estado. O intenso processo de crescimento dessa região metropolitana e a sua importância nacional têm ofuscado as investigações que elucidem também o seu papel e a sua relação com o resto do território estadual. A diminuição relativa da importância industrial metropolitana induz necessariamente a uma reflexão sobre o surgimento de um novo patamar de relações de integração da rede urbana paulista. O artigo de Sandra Lencioni, também tratando do fenômeno da dispersão territorial da indústria paulista, nos aponta que isso não significa descentralização, mas sim uma nova etapa do processo de centralização do capital cujas estratégias multilocacionais configuram um espaço metropolitano distendido. Através do último artigo é apresentada uma outra ótica desse mesmo processo de desconcentração industrial de São Paulo. O texto de Barjas Negri e Carlos Américo Pacheco aborda a questão da mudança tecnológica e as perspectivas de reestruturação produtiva no espaço nacional.
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