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MOTA, Juliana Costa. A atuação urbanística de Luis Saia : análise do Plano Diretor de Goiânia (1959-1963). In: SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 7., 2002, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2002.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 4 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
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Resumo

O trabalho que nos propomos a apresentar se insere na Sessão 4 deste Seminário - "O Urbanismo como pensamento e prática". Neste trabalho analisamos o Plano Diretor de Goiânia elaborado por Luis Saia entre 1959 e 1963. Trata-se do primeiro plano diretor elaborado para a cidade-nova, planejada por Attílio Corrêa Lima e construída na primeira metade da década de 30 para ser a nova capital de Goiás. Ressaltamos que a obra urbanística de Saia é pouco conhecida. Em sua trajetória profissional tem maior destaque a atuação junto ao SPHAN, aonde trabalhou desde 1936, e as questões relacionadas ao patrimônio histórico constituem o tema da maioria dos seus textos publicados. Nos interessa o fato de que, na década de 50, Saia começa a se dedicar ao urbanismo e a reivindicar este campo como de atuação dos arquitetos. Nestes anos apresenta um projeto de lei sobre reforma urbana à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, desenvolve planos diretores para São José do Rio Preto, Lins, Águas de Lindóia, Itu e Goiânia e, no IAB elabora cursos de extensão e organiza a Comissão de Planejamento. O objetivo deste trabalho é caracterizar e analisar o Plano de Saia para Goiânia. Mostramos como o Plano é estruturado, quais são as suas propostas para a organização da cidade, os seus instrumentos de aplicação, as suas referências urbanísticas e qual a relação que estabelece com o plano original de Goiânia, pois é interessante entender como era, para o profissional, planejar sobre uma cidade planejada. Buscamos identificar a concepção urbanística do autor e relacionamos os elementos essenciais deste Plano a outros trabalhos de Saia (planos diretores e textos nos quais aborda questões de planejamento). E, finalizando, contextualizamos o Plano de Goiânia na trajetória profissional do arquiteto. Salientamos aqui que o período sobre o qual nos detemos no presente estudo (1959-1963) é, de modo geral, pouco estudado em profundidade na historiografia brasileira. E, no caso específico da historiografia sobre Goiânia, a análise que desenvolvemos é a primeira a tratar, em profundidade, o plano de Saia.
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