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MOTA, Juliana Costa. Mobilização, reinvindicações e inserção dos arquitetos no campo do urbanismo e do planejamento urbano no Brasil, 1950/1960. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 4 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Goiânia, planejada e construída nos anos 30, teve dois planos diretores elaborados por arquitetos paulistas nos anos 60 - Luís Saia (1960-1964) e Jorge Wilheim (1968-1969). Wilheim trabalhou consorciado à Serete Engenharia S/A e o seu plano foi financiado pelo SERFHAU. As razões para a elaboração destes planos nos anos 60, e num curto período de tempo, são claras e envolvem questões locais e nacionais: o intenso crescimento da cidade, não planejado e descontrolado, principalmente ao longo da década de 50 e após o início da construção de Brasília; a difusão crescente do plano diretor e do planejamento urbano no Brasil como a solução para os problemas urbanos e o desenvolvimento das cidades; a reivindicação pela criação de órgãos de planejamento em todas as escalas de governo; a reivindicação pelo financiamento à elaboração de planos diretores. Trata-se do processo de institucionalização do planejamento urbano no Brasil, no qual se destaca a atuação dos arquitetos. Este processo se intensifica nos anos 50 e, nos anos 60, é marcado pela criação do SERFHAU (1964). Os planos diretores de Luís Saia e de Jorge Wilheim para Goiânia exemplificam diferentes formas de inserção dos arquitetos no planejamento urbano. Saia atua no momento pré-SERFHAU, como um arquiteto autônomo que conduz individualmente a elaboração do plano diretor e tem contribuições específicas de outros profissionais. Jorge Wilheim se associa a uma grande empresa de engenharia (a Serete) e desenvolve a parte urbanística do plano integrado. A proposta deste trabalho é mostrar como estes dois arquitetos entraram no planejamento urbano, como chegaram à Goiânia, como foram contratados, como desenvolveram seus planos, qual tipo de plano diretor produziram e que resultados geraram na cidade quanto à institucionalização do planejamento urbano como um processo contínuo da administração municipal, o que era uma das principais reivindicações dos anos 50 e 60.
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