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FUJITA, Camila; SILVA, Maclovia Côrrea da. Os sentidos da sustentabilidade urbana e suas implicações. In: NUTAU: SUSTENTABILIDADE, ARQUITETURA, DESENHO URBANO, 4., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2002. p. 1057-1062.
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Resumo

Este trabalho insere-se no debate sobre a conceituação da sustentabilidade urbana. Frente à corrente imprecisão que permeia o tema da “sustentabilidade urbana”, o estudo empreendeu a pesquisa de três temáticas complementares: o desenvolvimento sustentável, a sustentabilidade de cidades e os processos participativos. Apesar de serem discursos empregados amplamente, percebeu-se que práticas antagônicas podem surgir de um mesmo termo, dependendo de quem usa e como o usa. Constatou-se que é recorrente, por parte dos agentes econômicos hegemônicos, a apropriação destes discursos, camuflando-os sob diversas roupagens, com vistas a legitimar as mesmas práticas coercitivas e excludentes necessárias à sobrevivência do sistema de acumulação do capital. Portanto, acredita-se que um conceito de sustentabilidade urbana das megacidades, possa ser abordado, desde que este seja fruto de uma dinâmica de análise crítica e verdadeiramente plural, alimentada e conduzida pelos diversos atores da sociedade, não só os agentes hegemônicos, mas sobretudo os excluídos do processo econômico global.

Abstract

This article aims to contribute to the debate about the conceptualization of urban sustainability. Due to the current imprecision about the “urban sustainability” discourse, three complementary themes were researched: sustainable development, sustainability of cities and participative processes. Even though these are concepts widely used, contradictory actions often emerge from the same word, depending on who and how it is used. The analysis showed that there is often an appropriation of the discursive matrix by the hegemonic economic agents in order to legitimate coercible and excluding actions which are necessary to the survival of the capital accumulation system. Therefore, we believe that a concept of urban sustainability of megacities can be approached, as long as it is a result of a truly plural critical analysis dynamics, fed and conducted by the several social actors, not only the hegemonic agents, but above all by the people who are excluded from the global economic process
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