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GAMMARANO, Bianca. Arquitetura moderna x qualidade e sustentabilidade. In: NUTAU: SUSTENTABILIDADE, ARQUITETURA, DESENHO URBANO, 4., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2002. p. 804-814.
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Número de Trabalhos: 1 (Com arquivo PDF disponíveis: 1)
Citações: 1
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Resumo

Um dos fenômenos do modernismo que ainda persiste no ensino de projeto nas escolas de arquitetura é a excessiva utilização do vidro na composição das fachadas, gerando profunda distorção na atuação dos futuros arquitetos. Despreparados para raciocinar profundamente sobre a arquitetura que fazem, correm o risco da transposição de analogias de maneira indevida e totalmente inadequada ao clima de cidades com latitudes como as do Rio de Janeiro e São Paulo. Essa ampla utilização de vidros nas fachadas dos programas arquitetônicos praticamente impõe total dependência ao condicionamento térmico artificial, principalmente devido à alta capacidade de transmissão de energia solar desse material. Considerando que o ar condicionado é um dos sistemas mais complexos na edificação, responsável por cerca de 40% da despesa com energia elétrica e que, ultimamente, esta energia nem sempre está disponível, torna-se imperativa a redução das superfícies envidraçadas com orientação inadequada para que seja minimizada a quantidade de carga térmica a ser retirada do ambiente projetado. Acredita-se que uma das maneiras mais eficazes no controle da radiação solar direta seja a proteção das superfícies envidraçadas através de sombreamento. Quando uma fachada está sombreada, isto é, não recebe a radiação direta, a carga térmica sofre uma considerável redução. Logo, protegendo-se com sombreamento os panos de vidro das fachadas expostas à insolação direta, minimizam-se os ganhos de calor. Dessa forma, a utilização de brise móvel, vertical ou horizontal, conforme a orientação da fachada, consiste numa das soluções mais indicadas sob o ponto de vista da redução energética e também como elemento de uma arquitetura “tropical” perfeitamente sustentável. A finalidade da arquitetura e do seu ensino precisa ser repensada pois, menos do que papel pintado, as pessoas precisam de cidades eficientes, prédios duráveis, econômicos e confortáveis que proporcionem bem estar e qualidade de vida.

Abstract

A phenomenon of modernism that still persists in the teaching of architectural design is the excessive utilization of glass in façades composition, bringing about an extreme distortion in the practice of future architects. Unprepared to analyse the architecture they project, these professionals run the risk of transposing analogies in an improper way and inadequate to the climate of cities in latitudes similar to Rio de Janeiro and São Paulo. This large utilization of glass in the façades of architectural programs impose total dependency on artificial thermal conditioning, especially due to the high capacity of solar energy transmission of this material. Considering that air conditioning is one of the most complexes systems in a building, responsible for approximately 40% of the expense with electrical energy and that, in recent time this energy is not always available, the reduction of glazed surfaces facing inappropriate orientation becomes imperative in order tominimize the amount of thermal load to be removed of the design environment. It is believed that one of the most efficient way in solar radiation control is the protection of glazed surfaces through shadows. When a façade is in shadow, that is, it does not receive direct radiation, the thermal load suffers a considerable reduction. Therefore, while protecting with shadow the curtain walls exposed to direct radiation, the heat absorption is minimized. Then, the utilization of mobile brise, either vertical or horizontal, according to the orientation of the façade, consists in one of the best solutions for energy reduction and also as an element of tropical”architecture perfectly sustainable. The purpose of architecture and its teaching must be rethought for, less than colored paper, people need efficient cities, long lasting, economical and comfortable buildings that promove wellbeing and good quality of life.
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