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DUBAL, Marina Dolabella; PAIVA, José Eustáquio Machado. A importância da qualidade ambiental urbana percebida como subsídio para o desenvolvimento urbano sustentável. In: NUTAU: SUSTENTABILIDADE, ARQUITETURA, DESENHO URBANO, 4., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2002. p. 1044-1049.
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Resumo

Recentemente, partindo da busca global por um desenvolvimento urbano sustentável, surgiu a necessidade de se considerar o “ser urbano”, habitante do meio ambiente urbano, não mais como um usuário desse espaço, mas sim um agente participante e construtor da dinâmica do ambiente que habita. A percepção ambiental, neste contexto, é de extrema importância no diagnóstico de problemas de planejamento urbano, uma vez que a dimensão subjetiva materializada no julgamento da população, que direcionará o uso ou não de um espaço público, pode ser um fator determinante e decisivo para o estabelecimento de critérios de qualidade socioambiental, bem como de qualidade de vida. Seguindo esta perspectiva, buscou-se a inserção na discussão do urbano, visando um esclarecimento qualitativo do meio ambiente com o qual se relacionam estes “seres urbanos”. Além disso, a partir do estudo de modelos de preferência ambientais, processos de avaliação da qualidade paisagística visual, sistemas de indicadores intraurbanos de qualidade de vida bem como indicadores de qualidade ambiental, conclui-se que os aspectos levantados mostram a importância de se lidar com a percepção humana, embora uma boa parte das pesquisas nacionais voltadas para a aferição da qualidade de vida urbana não se baseia, nem parcialmente, na consideração da percepção das pessoas no que se refere à eleição de indicadores de qualidade ambiental urbana. Observa-se que os resultados de estudos nesta direção, baseados num melhor conhecimento dos efeitos dos fatores ambientais sobre a saúde física e mental serão responsáveis, futuramente, por uma diminuição no nível de empirismo dos planos relativos a áreas urbanas. Portanto, devido à influência exercida pelo ambiente no comportamento dos “seres urbanos”, bem como a influência desses na dinâmica das cidades, torna-se de extrema importância um estudo detalhado sobre o assunto tratado buscando, assim, traçar caminhos para a tão almejada sustentabilidade ambiental urbana.

Abstract

Recently, starting from the global search for a sustainable development, emerged the necessity of considering the “urban human being”, inhabitant of the urban environment, as a participant agent and constructor of the dynamic of the cities and no more as a user of this urban space. The environmental perception, in this context, is extremely important on the diagnosis of urban planning problems, considering that the subjective dimension which is defined by population’s judgment, that will or will not direct the use of a public space, can be a determinant and decisive factor for the establishment of criteria of socio environmental quality, as well as life’s quality. Following this perspective, models of environmental preference, studies about landscape quality assessment, systems of life’s quality evaluation and environmental quality indicators were studied. The evaluated aspects show the importance of considering the human perception, although a significant part of the national researches which study and gauge the urban life’s quality are not even in part based on the consideration of people’s perception, specially about the election of urban environmental quality’s indicators. We can observe that results of studies in this direction, based on a better understanding about the effects of environmental factors on physical and mental health are responsible, in the future, for the decreasing of the level of empiricism of the urban areas’ plans.Therefore, due to the influence exerted by the environment on the behavior of the “urban human beings”, as well as their influence on the environment’s dynamic where they live, become of extreme importance a detailed study about the subject treated, searching for outlining ways for the important urban environmental sustainability.
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