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CARVALHO, Eduardo Teixeira de. Os Alagados da Bahia: intervenções públicas e apropriação informal do espaço urbano. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal da Bahia,Salvador,2002.
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Resumo

As várias ocupações informais por palafitas, em Alagados - Salvador, Bahia - desde o final da década de 1940 continuam até os dias atuais concomitante às diversas intervenções públicas que lá ocorreram. Como pôde ser observado ao longo do tempo aconteceu e ainda acontece um movimento oscilatório no crescimento da área de Alagados, que tem como pontos de inflexão a invasão (ocupação informal) e a ocupação institucionalizada (bairro planejado), colocando em pauta questões relativas à eficácia das políticas públicas adotadas, a ordem e desordem urbana, conceitos como área degradada e qualidade de vida. Identificar a natureza desta oscilação, dos campos de forças públicas e privadas envolvidos, os paradigmas que resultaram nos modelos urbanísticos propostos, as diferenças e permanências nos modos de apropriação do espaço, ao longo do tempo significa coletar insumos necessários ao entendimento do processo de urbanização dessa área e das políticas adotadas, como também para fomentar novas discussões sobre o assunto, diante do quadro atual das grandes cidades. assim, neste trabalho, se faz o resgate e síntese do ocorrido até então, buscando-se entender a ocupação humana de Alagados, suas razões, seu desenvolvimento. Para isto, procura-se mapear, cronologicamente, os resultados das intervenções físicas promovidas pelos poderes públicos e das suas interações com as ocupações informais resultantes das invasões identificadas nos diversos períodos que compõem esse processo. Para tanto foi escolhido o espaço temporal compreendido entre os anos de 1946 e 2002 envolvendo os diversos períodos que foram identificados nessa relação. Ressaltam-se as principais questões relativas aos paradigmas adotados pelos poderes públicos nas diversas intervenções implementadas ao longo dos períodos estudados, que estiveram marcados por essa "quebra de braço" entre ocupação de palafitas que avançam para o mar e as intervenções posteriores empreendidas pelos poderes públicos.
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