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SILVA, Ana Amélia Ana Amélia; Camargo, Azael Rangel Azael Rangel; SILVA, Claudete de Castro Et Al Claudete de Castro Et Al. ESPAÇO E DEBATES. TEMPORALIDADE : MEMÓRIA E COTIDIANO DA CIDADE. São Paulo, 1991. 96p, il. Ana Amélia Silva, Azael Rangel Camargo, Claudete de Castro e Silva et al (org.).
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Resumo

A tentativa de tornar Espaço DEBATES mais apetitosa e ao mesmo tempo descobrir novos caminhos de entendimento da questão urbana foram os parâmetros que nortearam a escolha dos textos deste número. A substância invisível do tempo é o fio condutor que orienta a nossa leitura. Talvez seja a dimensão temporal que esteja a nos exigir repensar a cidade não apenas para entende-la e decifrá-la, mas também para que o projeto enquanto desígnio incorpore essa dimensão. Sem dúvida, os artigos de Virilio e Argan trazem muito de novo. Proporcionam visões das múltiplas possibilidades de ler a cidade, numa amplitude que abrange desde a contemporaneidade da informatização, em Virilio, até, como nos mostra Argan, a necessidade de incorporar a experiência urbana individual e inconsciente da cidade para cunhar um novo significado de urbanismo. Ainda nesse quadro um destaque deve ser dado ao trabalho de Maria Célia Paoli que trata da nossa realidade. Seu texto resgata parte da memória urbana de São Paulo, através da percepção do espaço dos seus habitantes, operários no começo do século. Por outro lado, os textos sobre Weber e Braudel de Bruhns e Fourquet recuperam conceitos e quadros teóricos pouco usuais nas pesquisas brasileiras referentes à cidade e na sua relação com o Estado e com o poder constituído. Boaventura deliberadamente se detém na dimensão espacial. Investiga o que nas relações sociais resulta especificamente do fato de ocorrerem no espaço. A comparação proposta é entre o mapa e o Direito, duas formas de representações sociais do espaço. Neste número incluímos uma entrevista realizada com Marcel Proust que nos revela a diferença entre memória voluntária, da inteligência, dos olhos e a involuntária, quando um gole de chá nos faz reencontrar as paisagens e os entes queridos. As cidades invisíveis, livro belíssimo de Italo Calvino, também nos fala da memória. Marco Polo, o viajante-escritor de Calvino, descreve para Kublai Khan as cidades visitadas em suas missões diplomáticas. A memória permite a liberdade de reconstruir a cidade da experiência pessoal. Nos relatos emergem em rápidos traços a singularidade e as semelhanças, um trabalho de bricolage estético no limite, nas palavras de Ricardo Imaeda. Ilustrando a capa e as páginas da revista, a fotografia de Ana Theóplilo faz nosso olhar se deter nas árvores e parques que ainda existem em nossa cidade. Testemunhas tão diferentes da interação do homem com a natureza, o Parque Trianon é um pequeno pedaço da mata preservada quando da abertura da avenida Paulista. No Parque da Independência, às margens do Ipiranga, a influência do paisagismo francês desenhou pisos e canteiros com o rigor geométrico dos jardins de Versailles. Neste número saímos em busca de conceitos às vezes perdidos no tempo e visões inovadoras e não-usuais. A tentativa é de resgate, recuperação de velhos/novos caminhos que nos permitam vislumbrar, através da memória, a luz que incide sobre o espaço e o tempo.
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