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Brandão, Douglas Queiroz; HITTLE, Douglas. O projeto “casa f” e suas possibilidades de aplicação como habitação de interesse social e mecanismo de adensamento urbano. In: SEMINÁRIO MATO-GROSSENSE DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL, 2005, Cuiabá. Anais... Cuiabá, 2005.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 3 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 3
Índice h: 1  
Co-autores: 1

Resumo

Uma habitação polivalente ou evolutiva é aquela que, dada a maneira como foram concebidos os seus espaços, permite alterar os usos dentro dela, ocupá-la de maneiras variadas, distribuir as funções diferentemente e possibilitar ampliações com harmonia. A literatura especializada mostra a existência de cinco grupos fundamentais de flexibilidade espacial: a diversidade tipológica, a flexibilidade propriamente dita, a adaptabilidade, a ampliabilidade e, as possibilidades de junção e desmembramento. O objetivo do Projeto Casa F é desenvolver uma proposta de residência com a intenção de maximizar estas soluções de flexibilidade espacial. Neste artigo são mostrados os estudos iniciais que incluem a filosofia do projeto, a caracterização de domicílios, a definição de tipologias e o desenvolvimento de modelos. No estudo das tipologias foi utilizado o conceito de junção e desmembramento da habitação, sendo definidas 12 tipologias básicas. A forma de definir a quantidade e a posição dos dormitórios proporcionou a previsão de 110 sub-tipologias a serem escolhidas pelas famílias em função do seu tamanho, das necessidades mínimas quanto aos dormitórios e vivência comum, das preferências por maior conforto espacial e, evidentemente, das possibilidades relacionadas à capacidade de compra. Três modelos foram desenvolvidos demonstrando que a Casa F apresenta uma filosofia única, pela qual é possível gerar modelos específicos variados. O estudo é destinado a atender demandas de interesse social e pequenas famílias de classe média, grupos familiares como, por exemplo, recém-casados que buscam sua primeira residência. As idéias geradas podem ser aplicáveis também a condomínios horizontais com residências mais compactas, possíveis de serem implantadas em terrenos menores ainda existentes em bairros mais centralizados das cidades. A Casa F constitui, portanto, uma proposta extremamente interessante no que se refere ao atendimento de demandas domiciliares cada vez mais diversificadas, assim como, um dos possíveis mecanismos para uma maior adensamento de zonas mais centrais das cidades.
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