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Coelho, Maria Antonina. Contribuição ao estudo da carbonatação e da retração em concretos com elevados teores de escória de altoforno. Orientação de Maristela Gomes da Silva.204 f., ilDissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Centro Tecnológico, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2002.
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Resumo

O beneficio que a utilização de escória traz ao meio ambiente é grande, pois novas jazidas de calcário deixam de ser exploradas, a emissão de dióxido de carbono gerado na fabricação do clínquer é reduzida, havendo, ainda, economia de energia na produção do cimento com escória. Estas considerações econômicas e ambientais são ampliadas quando a incorporação de escória ao concreto é aumentada incluindo as alternativas de utilização como adição mineral e agregado. Neste trabalho a influência de elevados teores de escória de alto-forno como adição mineral e agregado miúdo em concretos é estudada, analisando seus efeitos na resistência à compressão axial, na resistência à tração por compressão diametral, no teor de ar incorporado, na massa específica, na absorção, no índice de vazios, na retração e na profundidade de carbonatação de concretos em comparação com concretos com baixos teores de escória de alto-forno. Foram dosados concretos com CP III-32 RS com adição de 100% de escória de alto-forno moída; relações água/materiais cimentícios iguais a 0,33, 0,40 e 0,44; 72% de escória granulada e 28% de areia como agregado miúdo e britas graníticas zero e um como agregado graúdo. A segunda família de concreto, usada como referência, foi confeccionada com o mesmo traço, porém, utilizou cimento CP II-E 32, relações água/materiais cimentícios iguais a 0,33, 0,38 e 0,44, areia como agregado miúdo e britas graníticas zero e um usadas como agregado graúdo.Os resultados experimentais comprovaram a possibilidade de utilização de altos teores de escória como adição mineral e agregado miúdo em concretos, sem grande influência na carbonatação e retração dos concretos, quando comparados com concretos confeccionados com baixos teores de escória de alto-forno de mesma resistência à compressão, aproximadamente 40 MPa, e desde que sua dosagem seja adequada e a cura eficiente

Abstract

There is a great environmental benefit in adding slag to cement. Because new calcareous rock deposits are not exploited, the emission of carbon dioxide in the manufacturing of clinker is reduced and there is also an energy economy associated to the substitution of cement production by slag addition. These economic and environmental considerations are extended when the amount of slag to the concrete is increased through mineral addition and aggregate use. This paper outlines the influence of concrete incorporating high volume of blast furnace slag in addition to the Portland cement and granulated blast furnace slag as fine aggregate, analyzing its effect in the compressive strength, in the tensile strength for diametrical compression, the air content, the specific mass, the absorption, the emptiness index, the shrinkage and the depth of carbonation of concrete when compared with concrete with low blast furnace slag. Concrete was prepared using CP III-32 RS cement with 100% addition of blast furnace slag; water/cimenticious materials ratio of 0.33, 0.40 and 0.44; 72% of granulated blast furnace slag and 28% of natural sand as fine aggregate, and crushed stone as coarse aggregate. A second group of concrete, used for control, was manufactured with the same mixture proportions, however, using CP II-E 32 cement, water/cimenticious materials ratio of 0.33, 0.38 and 0.44, sand as fine aggregate and crushed stone as coarse aggregate. The experimental results have proven the viability of using concrete with high volume of blast furnace slag as mineral addition and as fine aggregate, without significant influence on the concrete carbonation and shrinkage, when compared with concrete manufactured with low volume of blast furnace slag of same compressive strength, approximately 40 MPa, with a well adjusted mixture proportion and an efficient cure
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