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ARACECCHIA, Nilce Cristina; BONDUKI, Nabil Georges. O centro e a área central de São Paulo no último quartel do século XX : planos diretores, investimentos públicos e questão habitacional. Limites e nomes - o centro e a área central de São Paulo. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 2
Índice h: 1  
Co-autores: 8

Resumo

Argumenta que as áreas degradas fazem parte do Centro da Capital Paulista, desde sua constituição como centro propriamente dito e que seus espaços degradados e principalmente sua área periférica, abarcando os bairros centrais, constituem um território da cidade, chamado em sua totalidade de Área Central. Aponta que, por este motivo, conforme foi-se expandindo o território de grande dinamismo econômico, foram crescendo também suas áreas de estagnação e decadência, processo acentuado a partir da década de 1960, com o surgimento de novos territórios na disputa por investimentos públicos e privados. Mostra a revalorização econômica do Centro de São Paulo como pauta do Poder Público Municipal desde o final dos anos de 1970 e que, paralelamente debate-se sobre a necessidade da reversão da lógica de urbanização e de ocupação do território, baseada na expulsão da população mais pobre para a periferia enquanto as áreas bem dotadas de infra-estrutura esvaziam-se. Busca a origem das diretrizes que apontam a implementação de uma política habitacional voltada à produção de moradias nas áreas já equipadas, começando pela Área Central, como solução para o problema. Aponta que, variando no grau de prioridade, todos os governos, desde o final dos anos de 1970, trataram do problema, através de estudos e propostas ou de investimentos e obras propriamente ditos e tanto o Município, quanto o Estado, e mais recentemente o Governo Federal, investiram na recuperação dos espaços públicos e institucionais, apostando no poder indutor de obras pontuais para a revalorização e reocupação do Centro. Levanta a questão de que apesar do repovoamento da Área Central, através da produção de moradia, já ser considerado fundamental para sua recuperação, os investimentos nessa direção não ultrapassaram o campo das iniciativas piloto, e não representaram grandes impactos na reversão dos processos adotados pela iniciativa privada.
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