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FRIDMAN, Fania. Rio de Janeiro Imperial : a propriedade fundiária nas freguesias rurais. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 7., 1997, Recife. Anais... Recife: ANPUR, 1997. p. 476 - 494.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 11 (Com arquivo PDF disponíveis: 1)
Citações: 4
Índice h: 2  
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Resumo

A idéia deste texto é apresentar resultados da pesquisa que se reporta à urbanização do Rio de Janeiro segundo o viés da propriedade do chão. Nosso objetivo aqui é a descrição dos grandes patrimônios localizados no sertão carioca, atual zona oeste da cidade - seu processo de parcelamento e a criação de uma nova paisagem durante o século XIX - segundo a divisão administrativa referida às freguesias rurais de Jacarepaguá, Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba, existentes na cidade do Rio de Janeiro ao final do período. O solo foi distribuído gratuitamente somente àqueles que o demandassem e que possuíssem condições de aproveitá-lo e pagar o dízimo à Ordem de Cristo - as ordens religiosas, os amigos do Rei e funcionários da Câmara. Quando o solo se tornou um bem aliado ao processo de urbanização, modificaram-se o uso e o desenho do espaço. A partir de então parcelaram-se grandes glebas na cidade do Rio de Janeiro, através de novos agentes da cena citadina, tanto no centro da cidade quanto nos subúrbios. Entretanto, como veremos mais adiante, nas freguesias rurais pesquisadas este processo ocorreu posteriormente às demais áreas da cidade. No século XIX presenciou-se nas zonas agrícolas um significativo processo de mudanças sob o ponto de vista da questão fundiária. Se, no início do período, religiosos e senhores de engenho constituíram-se em seus grandes proprietários, a escrita não foi a mesma às vésperas do século XX.
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