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MAGNAVITA, Pasqualino Romano. Urbanismo, história e a lógica das multiplicidades : os "mil platôs" da cidade. In: SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 7., 2002, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2002.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 16 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

O advento de novos pressupostos decorrente da performance de pensadores pós-estruturalistas, evidencia o quanto a "lógica binária", hegemônica no pensamento moderno, vem cedendo lugar a outras formas de pensar, a exemplo da "lógica das multiplicidade" [Deleuze / Guattari], a qual fundamenta esta comunicação, objetivando utiliza-la no pensamento sobre a cidade e sua história. O pensamento [filosófico, científico e artístico] herdado da modernidade, privilegiou quatro aspectos que configuram nas mais diversas formações discursivas ao longo de sua história: Identidade do conceito; Analogia do juízo; Oposição dos predicados; Semelhança do percebido. Matrizes conceituais estas que estruturaram o mundo da representação. A superação deste modo de pensar vem caracterizando a reflexão contemporânea. A escolha e a apropriação de elementos do repertório conceitual da referencial obra "Mil Platôs", orientou a fundamentação teórica e metodológica então adotada. Basicamente, a questão refere-se à radical necessidade de superar o modelo de pensar "arborescente" [modelo da árvore, das multiplicidades arborescentes], face a emergência das "multiplicidades rizomáticas". O texto ressalta a questão da memória, evidenciando a obsessão contemporânea no estabelecimento de uma cultura da memória, disseminada geograficamente por toda a parte e com variado uso político. Este acontecimento, paradoxalmente, pode significar o medo do esquecimento, da amnésia, frente ao acelerado avanço tecnológico, à desenfreada proliferação e acúmulo de informações, às políticas mediáticas e ao exponencial consumismo, entre outros indicadores, induzindo a memória a assumir, explicitamente a forma / mercadoria no novo patamar do capitalismo. Também, são feitas inferências distinguindo dois tipos de memórias: a "memória longa" e a "memória curta", a primeira expressando o modelo arborescente, a segunda, relacionada com as multiplicidades rizomáticas, pressupondo o esquecimento como processo, As inúmeras questões levantadas ao logo do texto acabam por sugerir a necessidade urgente e inadiável de mudanças na forma de pensar e discursar sobre a cidade e sua história. A lógica das multiplicidades, entre outras formações discursivas contemporâneas, pode significar, por seu teor polêmico, um des{caminho] no emaranhado labirinto de enunciados e proposições evidenciados pela cultura contemporânea, entretanto, revela uma incomensurável e oportuna potencialidade em sua aplicação.
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