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MAGNAVITA, Pasqualino Romano. Diferente forma de pensar a cidade e o urbanismo. A história e a lógica da multiplicidade. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 16 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Desde o final do século XIX o "Mundo da representação", em sua dimensão espaço/tempo, efetuado pela lógica binária e a forma de pensar arborescente (modelo da, árvore-estrutura), vem sendo progressivamente "desconstruido", e isso, num ritmo mais acelerado nas últimas décadas do século XX. Acontecimento esse caracterizado por um conjunto de vertentes que propõe diferentes formas de pensar e criar a História. Aderente à uma das vertentes mais originais das formas de pensar da contem poraneidade - a "Lógica da Multiplicidade" (Deleuze/Guattari)- o texto em questão tem o objetivo de evidenciar e caracterizar o pensamento sobre a "historia" da Cidade e o Urbanismo no âmbito dessa Lógica. E isto, à partir de uma diferente forma de pensar o Tempo. Para tanto, o tema abordará um conjunto de noções e conceitos a exemplo de: "formação discursiva" (Foucault); Diferença e Repetição e os paradoxos do passado (Deleuze); Memória e Duração (Bergson); Memória curta e Esquecimento (Huyssan); processos de subjetivação ( Guattari); Máquinas abstratas, Máquinas de guerra, Aparelho de Estado e Aparelho de captura (Deleuze/Guattari), entre outras formulações conceituais. O que é a História? Parafraseando "O que é a filosofia?" de Deleuze/Guatarri, o texto procurará evidenciar, na opção escolhida da Lógica da Multiplicidade, quanto o pensamento histórico pressupõem diferentes conceitos filosóficos (repertório conceitual desta Lógica), diferentes funções e proposições científicas (functivos) e diferentes percepções artísticas (perceptos). O pensamento histórico é uma Heterogênese ou, melhor dizendo, uma Totalidade segmentária, isto é, Multiplicidade de elementos heterogêneos que coexistem no mesmo conjunto ( momentos históricos ou séries históricas que se consideram), elementos esses que se conectam, se articulam, se sobrepõem, se contaminam, mantêm entre si zonas de vizinhança, substituições,. diferentes temporalidades, ou seja, uma forma de pensar a história como Diferença na Repetição, Atualidade (Foucault) e Devires (Deleuze).
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