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COHEN, R.; DUARTE, C. R. S. Acessibilidade de pessoas com dificuldade de locomoção e a sustentabilidade das cidades. In: NUTAU: SUSTENTABILIDADE, ARQUITETURA, DESENHO URBANO, 4., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2002. p. 414-424.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 5 (Com arquivo PDF disponíveis: 4)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Neste artigo analisa-se a relação entre os conceitos de “Acessibilidade” e “Sustentabilidade”. Considerando que a sustentabilidade pressupõe um desenvolvimento econômico aliado a um desenvolvimento social e inclusivo, enfoca-se, especificamente, a Acessibilidade de Pessoas com Dificuldades de Locomoção (PDL) - pessoas dependentes de cadeira de rodas, de muletas, portadoras de deficiência temporária ou permanente, pessoas idosas, gestantes, obesos, pessoas d e baixa estatura, entre outras - ao meio urbano. A interdependência entre o meio ambiente e o homem é tão fundamental que esteve presente em discussões organizadas pela Organização das Nações Unidas sobre o meio ambiente, acabando por gerar o conceito de desenvolvimento sustentável que, englobando a importância do atendimento às necessidades básicas do Homem, incorpora também o direito de “ir e vir” de todo cidadão. Nas últimas décadas, a luta pela igualdade de direitos de pessoas portadoras de deficiência têm evidenciado a exclusão dos espaços urbanos e dos edifícios públicos de determinados grupos. No entanto, apesar da necessidade de busca por uma nova ordem ambiental que garanta tratamento igualitário em termos de acessibilidade, ter sensibilizado alguns planejadores urbanos, ela não tem sido suficiente para eliminar a organização excludente a partir da qual são construídas as lógicas de desenvolvimento urbano. No presente artigo, mostra-se, através de estudos de caso, que é possível promover a qualidade de vida de todas as pessoas evitando, de forma simples, a construção de barreiras promotoras de exclusões espaciais ou sociais. Como conclusão, o trabalho propõe a construção de novos paradigmas para o planejamento urbano das megacidades. O reconhecimento das PDL coloca o seu direito à diferença como parte integrante do seu direito à cidadania, envolvendo questões relativas à acessibilidade e à sustentabilidade e propondo um desenvolvimento econômico ambientalmente sadio aliado a um desenvolvimento social com respeito aos direitos humanos.

Abstract

The relation between the concepts of “Accessibility” and “Sustainability” is analized in this paper. Taking into consideration that the Sustainability presupposes an economical development, linked to a social and inclusive one, it’s specifically focused the Accessibility of People with Mobility Difficulty (PMD) – people depending on wheelchairs, crutches, bearing temporary or permanent physical diseases, elderly, pregnant women, obese people, people of low stature and so forth – to the urban environment. The inter-dependence between environment and human behavior is so widely fundamental that it’s been present in many debates on environment set by The United Nations Organization. Those discussions generated the concept of sustainable development that, gathering the importance of supplying human’s basic needs, also embodies the right of “coming and going” to every citizen. In the last decades, the fight for equal rights for people with physical disabilities has highlighted the exclusion of urban spaces and public buildings of determined groups. Notwithstanding, although the evidence on the necessity of a search for a new environmental order, that may guarantee equal treatment in terms of accessibility, has touched some urban planners, it hasn’t been enough to eliminate the excluding organization from which the logic of urban growth and development is built. In this present paper it’s explained, through some case studies, that it’s possible to enhance everyone’s quality of life, avoiding in a simple way, the construction of barriers that foments spatial and social exclusions. As a conclusion, the work proposes the construction of new paradigms for the urban planning of the major cities. The acknowledgement of each PMD places his right to difference as a component part of his right to citizenship, including questions related to accessibility and sustainability and suggesting an environmentally healthy economical development, associated to a social development concerned about human rights.
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