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ROCHA, Francisco Ulisses Santos. A mobilidade a pé em Salvador. 1vDissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal da Bahia,Salvador,2002.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 2
Índice h: 1  
Co-autores: 6

Resumo

O objetivo deste trabalho é analisar a mobilidade a pé em Salvador particularizada com um estudo de caso na área do Iguatemi, de modo a caracterizar o perfil dos pedestres e avaliar as reais condições quantitativas e qualitativas de sua circulação no local. O estudo realizado mediante pesquisa documental e de campo, parte inicialmente do entendimento dos enfoques urbanísticos que nortearam a elaboração dos planos de desenvolvimento urbano e de transportes do Brasil. Considerando também o histórico e a análise dos principais planos de Salvador, foi possível compreender a gestação dos tipos de intervenções urbanísticas e de transportes na cidade, que passaram a priorizar o automóvel e colocar em plano secundário, ou até mesmo ignorar, os modos não motorizados, especialmente o andar a pé. A partir deste contexto teórico/histórico são analisadas as condições atuais de circulação dos pedestres nas grandes cidades, particularmente, em Salvador, onde o modo a pé é o segundo meio de deslocamento na cidade com um volume de 1.070.191 viagens (28,3%), suplantado apenas pelo modo ônibus (54,5%), segundo a Pesquisa Domiciliar de Origem e Destino, realizada pela Secretaria Municipal de Transportes Urbanos em maio/95. O trabalho procura fornecer subsídios para uma política de circulação do pedestre de Salvador, hoje inexistente, de forma a resgatar a importância da caminhada como efetivo modo não-motorizado de deslocamento, que também complementa os demais modos e é essencial na qualidade da estruturação do espaço e do sistema de transportes urbanos, por ser autofinanciável, econômico, não poluente, saudável e adequado a curtas e médias distâncias, desde que seja realizada em condições satisfatórias de conforto e segurança. Espera-se, assim, contribuir para uma política de transporte visando uma melhor qualidade de vida de Salvador e para um sistema de transporte urbano mais humano, eficiente e adequado às características ambientais e sócio-culturais da cidade.
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