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FERREIRA, A. L. deA. et al. Câmara cascudo e a construção da (história da) cidade : representações e saber urbanístico nos anos 1920. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

Em meio a novos questionamentos, formulações, hábitos e visões em um contexto de crise do arranjo conservador das estruturas de poder da Velha República, o saber urbanístico, que se arrogava neutro e científico, começou a consolidar-se como disciplina, prática e discurso. Esse processo e as rearticulações que se constituíram em torno do tema da modernização das cidades no Brasil nos anos 1920, período crucial para a "gênese do Brasil moderno'", são questões que se pretende discutir neste trabalho. Contudo, para além da conjunção e instrumentalização das especificidades dos temas da higiene, da estética e da eficiência, e das formulações e das referências, quer originais ou não, às matrizes urbanísticas estrangeiras, propõe-se como eixo de análise o exame do lugar que algumas formulações do pensamento histórico-social brasileiro ocuparam nesse processo de consolidação. Assim, ao trilhar os caminhos dos que abordaram essa relação e apontaram a permanência, a retomada e/ou a releitura dos temas: nação, clima, raça, cultura e povo e suas interpenetrações no meio técnico, parte-se da premissa de que o processo de construção de uma história da cidade é elemento constituinte e fundamental nos discursos legitimadores da prática urbanística. Tem-se como referência o caso de Natal e, em especial, os vínculos do intelectual Câmara Cascudo ao ambiente cultural brasileiro dos anos 1920. Em Cascudo essa construção seria perpassada não somente pela retomada, nem sempre crítica, da tradição intelectual local e da pesquisa direta nos documentos do período colonial, mas também pelas lides do modernismo e do regionalismo, pelo diálogo com Mário de Andrade, pelo olhar de um etnógrafo em formação, pela escrita ensaística, pelo elemento criativo e literário que é indissociável da sua obra. A tradição oral popular ganhou uma significância que a equiparava aos fatos e registros oficiais que caracterizam a história tradicional. Os contos e ditos fantásticos passaram, então, a fazer parte da história da cidade, do seu povo, do seu ethos, assim como os elementos da cultura material e não-material da região e do país. Leitura da qual não escaparia o discurso urbanístico, expondo as contradições, acomodações e dessimetrias do Brasil moderno em formação.
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