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RIBEIRO, Cecília; PORTUGAL, Virgínia. A fisionomia urbana e o contexto cultural no Recife na década de 1960 : enunciados e representações. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

A problematização sobre a década de 1960 é feita priorizando duas dimensões a do ambiente cultural e a da fisionomia urbana. A população do Recife continuava a crescer no mesmo ritmo da década anterior e as mazelas sócio-econômicas dominavam os debates entre os intelectuais. Nesta década, além centro de negócios, a cidade passa a contar com os centros comerciais de bairros e com a intensificação da ocupação da faixa litorânea e dos morros. Desse modo o espraiamento da mancha urbana se efetiva por todo o território da cidade. Deslocamentos populacionais dos bairros centrais para outros bairros adjacentes é outro fenômeno verificado, porém a concentração populacional permanecia maior no centro e ao norte do território da cidade. A fisionomia urbana apresentava relativa homogeneidade espacial, na qual prevaleciam as edificações baixas, entretanto, evidenciava-se a verticalização para além do centro de negócios em bairros como Soa Viagem, Espinheiro, Aflitos e Encruzilhada. Em face dessa fisionomia que representações de cidade os intelectuais formularam? Que enunciados eram propalados e o que refletiam? Estas questões estão tratadas tomando-se o contexto cultural presente na cidade, marcado pela polarização de visões de mundo. Assim não só a industrialização viria fazer frente aos entraves econômicos, mas também a reforma agrária. A valorização da cultura e educação popular ganha força com a formalização do Movimento de Cultura Popular (MCP) e o Serviço de Extensão Cultural (SEC) da Universidade do Recife. A tensão expressava-se entre intelectuais "engajados e "apolítícos". Dentre eles tiveram destaque Josué de Castro e Paulo Freire. E a cidade do Recife como então é enunciada? O enunciado de cidade da miséria e do atraso regional próprio da década de 1950 permanece adquirindo matizes políticos procedentes da tensão presente no contexto cultural.
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