Mais informações

FRANCO, Amanda Cristina. Águas fundam cidades : a formação de estâncias hidrominerais no Brasil no início do século XX. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
Co-autores: 8

Resumo

O trabalho analisa a formação das estâncias hidrominerais no Brasil, nas primeiras décadas do século XX, ressaltando o caráter diferenciado desses núcleos em relação às cidades tradicionais, sobretudo quanto à especificidade das formas de sociabilidade e espacialidade que neles se desenvolveram, decorrentes das funções de cura e de lazer que as estâncias desempenhavam. Utilizando registros oficiais, literatura, periódicos e publicações especializadas em turismo e medicina da, época como fontes documentais, procurou-se explorar a influência estrangeira no cotidiano dessas cidades, perceptível tanto a partir da descrição dos padrões de comportamento afrancesado da elite que freqüentava as estâncias no início do século, quanto das referências constantes, nos projetos e planos urbanísticos apresentados nessa época, às famosas estações termais européias, em especial Vichy, na França e Baden-Baden, ria Alemanha. A partir desses documentos também foi investigado o importante papel desempenhado por médicos, engenheiros e empreendedores na construção dessas cidades - criadas muitas vezes como investimentos imobiliários, a partir de vultosas aplicações de capital privado, Por fim, também foram abordadas as relações entre turismo e termalismo no início do século XX, identificando a relação que estes tiveram na criação, no desenvolvimento e no desenho urbano das estâncias hidrominerais brasileiras, que notabilizaram-se não apenas pela presença de um número expressivo de hotéis e cassinos de arquitetura suntuosa, onde se desenvolviam códigos de sociabilidade específicos, mas também por um padrão urbanístico diferenciado, marcado por extensas áreas verdes, destinadas a parques, praças e passeios, ruas sinuosas e lotes de proporções generosas, geralmente destinados a residências de veraneio.
-