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CASTANON, José Alberto. ASSENTAMENTOS URBANOS HUMANOS. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE HABITAÇÃO SOCIAL, 2003, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2003.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Como arquiteta da Caixa, tive oportunidade de fazer importante constatação referente à produção de moradias e assentamentos para população de baixa renda: a discrepância entre o grande número de trabalhos desenvolvidos em nossas universidades e o que se constrói através dos programas federais e iniciativas municipais (tipologias desumanas, aglomerações estéreis e desintegradas de seu entorno, altamente poluentes e nada sustentáveis, considerando não somente a edificação em si, mas todos os processos necessários para sua constituição). Conhecendo as dificuldades de acesso às novas idéias por parte dos profissionais dos poderes públicos municipais, surgiu a necessidade de buscar essa ponte entre o que se sabe e o que se faz, através do desenvolvimento de um projeto-modelo, onde estariam inseridos estudos pré-existentes e ávidos por saírem do papel. A premissa inicial para o desenvolvimento desse projeto-modelo é uma releitura das tradições locais; o resgate da interação da casa com seu entorno, respeitando a vida em todos os seus matizes (homens, animais, vegetais, ar, água, planeta); o retorno à escala humana na concepção de projetos arquitetônicos e urbanísticos, permitindo ao homem interagir novamente com seu espaço de convívio imediato, com os outros, com o ambiente, com a vida. Assim, a partir de empreendimento executado pelo Morar Melhor, programa do Governo Federal, é desenvolvido projeto-modelo “ecológica e humanamente correto”. Para a analise comparativa de viabilidade técnica, socioeconômica e “ambiental”, entre o existente e a existir, adota-se visão de médio e longo prazo, e métodos de avaliações de suas sustentabilidades (pegada ecológica e indicadores de sustentabilidade humana). Conclui-se o trabalho identificando a maneira mais eficaz de sua divulgação e aplicação, seja por cartilhas, palestras, debates entre técnicos do governo e das universidades e aqueles que de fato decidem e fazem acontecerem as cidades, o poder público local e seus profissionais, as comunidades e sua gente.
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