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ANDRADE JÚNIOR, Nivaldo Vieira de Andrade Junior. Bahia, terra da felicidade? : a imagem e as transformações de Salvador através do cancioneiro popular. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

A Música Popular Brasileira, no século XX, possui um destaque a nível nacional e internacional que dificilmente pode ser comparado com aquele obtido pelas demais manifestações artísticas nacionais. O Brasil é um dos poucos países do mundo onde a música autóctone é a mais difundida e, além disso, a música popular brasileira obteve, desde Carmen Miranda e também com a bossa nova, uma projeção no exterior comparável ã de poucos outros países. Desta forme, o cancioneiro popular acaba tendo, tanto no Brasil quanto no exterior, uma participação definitiva na construção da imagem do nosso país, do nosso povo, da nossa cultura e, evidentemente, das nossas cidades. Este trabalho busca compreender como o cancioneiro popular refletiu as transformações urbanísticas e o processo de expansão urbana ocorridos na Cidade de Salvador no decorrer do século passado, bem como entender em que medida este mesmo cancioneiro influenciou na construção de uma imagem de alcance mundial que, a partir da década de 1930 pelo menos, apresenta a Bahia (aqui sempre entendida como a Cidade (Ia Bahia, isto é, Salvador) como "terra da felicidade", "da magia, dos feitiços e da fé" e diversas outras caracterizações. Esta construção de uma Bahia mítica (e mística) persiste, de uma forma ou de outra, até os dias de hoje, quando Salvador, após passar por profundas transformações em seu território, mantém efetivamente muito pouco da cidade idealizada pelos compositores em questão. A cidade real se transformou; aquela representada no cancioneiro, e que alcança um "público" muito mais amplo, permanece imutável por décadas, até que outras canções venham e construam uma nova imagem quer suplante ou modifique a anterior. No intuito de investigar esse processo são analisadas as obras de diversos compositores, baianos ou não, que contribuíram na construção das diversas imagens da cidade do Salvador, desde Sinhô, o "rei do samba" na década de 1920, até chegar aos dias de hoje, com Gerônimo e Carlinhos Brown, passando por Dorival Caymmi, Ary Barroso, Riachão, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Luiz Caldas, dentre outros.
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