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ALMEIDA, Maria Cecília Fernandes de. Viajante, Cronista e Aprendiz de Turista: olhares sobre a cidade da Parahyba na década de 1920. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 11., 2005, Salvador. Anais... Salvador: ANPUR, 2005.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 4
Índice h: 1  
Co-autores: 8

Resumo

A Parahyba de 1920 passa por mudanças urbanas que refletem nas formas e usos dos seus espaços públicos. Reunindo características do passado e sinalizações do futuro, ela leva os olhares que a percorrem a direções ora convergentes ora divergentes, oscilando entre a cidade oficial e seus arredores. As diversidades e contradições locais transcendem a imagem única que os discursos oficiais pretendiam construir, onde o cronista urbano e o viajante, motivados por interesses e ideais distintos, constituem lentes de observação da cidade. O cronista vive o cotidiano urbano; o viajante é o olhar "estrangeiro" direcionado por um interesse, um itinerário, um cicerone. Paulo Danísio apresenta a Cidade dos Jardins, mostrando reflexos das intervenções urbanas no cotidiano citadino. Joaquim Inácio, visitante potiguar, relata suas impressões da cidade em reforma, revelando o discurso oficial. Unindo os papéis de viajante e cronista está Mário de Andrade, que chega à Parahyba em sua viagem de descoberta do Brasil, assumindo o papel de aprendiz das raízes da cultura nacional. Pulsando nas penas dos cronistas ou diários de viajantes, a Parahyba se revela. Através desses olhares, com interesses e influências diversas, que buscamos perceber as diferentes facetas dessa capital, visões particulares do mesmo objeto onde o viajante, o cronista e o turista aprendiz retratam a cidade.
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