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BASTOS, Clarissa Maria; Kapp, Silke. PRODUÇÃO HABITACIONAL DE INTERESSE SOCIAL POR AUTOGESTÃO: O DESENHO EMANCIPADO?. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE HABITAÇÃO SOCIAL, 2., CONGRESSO IBEROAMERICANO SOBRE HABITAÇÃO SOCIAL, 2006, Florianópolis. Anais... Florianópolis: UFSC, 2006.
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Resumo

Este artigo discute o papel do projeto de arquitetura na produção habitacional por sistema autogestionário, tal como instituído desde a criação do Programa de Crédito Solidário (2004). Inicialmente, são retomadas algumas idéias centrais da crítica do projeto (desenho) como instrumento de dominação do canteiro, formulada por Sérgio Ferro. À luz desses conceitos, a autogestão atual é comparada a outras formas de autoprodução e ajuda mútua, examinando-se sobretudo as relações entre processos de decisão e trabalho de produção direta pelos futuros usuários. Conclui-se que, embora o sistema autogestionário ora instituído represente avanços importantes do ponto de vista das políticas públicas, significa também certos retrocessos quanto ao potencial de emancipação do canteiro, na medida em que tende a se acomodar aos procedimentos convencionais de projeto, separando entre si as instâncias de concepção, construção e uso.

Abstract

This paper discusses the role of architectural design in the system of self-managed housing production, as institutionalized by Crédito Solidário, a low-income housing credit program created by the Brazilian federal government in 2004. First, we recall some central ideas of Sérgio Ferro's criticism of architectural drawing as na instrument to dominate the construction site and its workers. Considering these concepts, the current self-management system is compared to other forms of self-production and mutual aid, focusing on the relation between decision-making and the direct participation of future users in construction work (self-building). We conclude that, although the self-management system represents important advances in public policies, it also means a reduction of the emancipatory potential of self-building, as it tends to assimilate conventional design procedures in which the processes of conception, construction and use are segregated from each other.
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