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FREITAS, José Francisco Bernardino. Aterros e decisões políticas no município de Vitória : efeito cascata. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 2 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 2
Índice h: 1  
Co-autores: 6

Resumo

Das mais de trinta ilhas que, compõem o arquipélago, parte do território municipal de Vitória, atualmente só algumas poucas, não se encontram incorporadas ou ligadas à ilha principal. Das inúmeras áreas de mangues, seja ao redor ou no interior das ilhas deste arquipélago, muitas foram extintas. Uma sucessão de aterros, que se inicia em épocas coloniais vem, desde então, interferindo na conformação desse território. Em artigo anterior nosso objetivo foi o de demonstrar as alterações na argumentação oficial quanto aos propósitos para a realização dos diversos aterros na área do município, desde o primeiro identificado até o ano de 2000. Da mesma forma que a pesquisa anterior, este estudo comprova, utilizando os relatórios e mensagens de governo como fonte principal que, independente de recomendações, a determinação política assume relevante papel em suas implementações. O estudo aponta também um efeito do tipo "cascata" nas diversas intervenções em aterros, significando que um primeiro resultava em um outro subseqüente e assim por diante. Isto gerou uma sucessão de "necessidades" de intervenções por aterros, embora os propósitos iniciais para suas realizações nem sempre fossem os mesmos à época de suas ocupações. Outro aspecto verificado refere-se às atividades portuárias, em particular as do Porto de Vitória, as maiores responsáveis pela grande maioria dos aterros que se sucederam na região. Ainda que argumentos técnicos pretendessem dar o tom no caso de algumas das intervenções, é possível verificar interesses políticos "falando mais alto" nas diversas obras de aterro efetuadas. As constatações deste estudo revelam que, em última instância, a conformação físico-territorial atual da cidade de Vitória sempre esteve ao sabor de decisões político-administrativas ainda que recomendações técnicas apontassem outra direção. Sugere ainda que as questões ambientais a que a cidade atualmente se sujeita são resultado destas decisões.
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