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MILANEZI, Siomara Barbosa Stroppa de Lima. As áreas verdes no plano de melhoramentos urbanos de Campinas (1935). In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

Visando o planejamento geral da cidade e pautadas principalmente na questão da circulação, as teorias urbanísticas do início do século XX irão intervir nos espaços públicos propondo mudanças profundas na estrutura e organização das cidades. Assim, as alterações na imagem urbana implicaram também em novas tipologias de áreas verdes, além das arquitetônicas. Neste contexto se dá a elaboração do Plano de Melhoramentos Urbanos de Campinas no início da década de trinta do século XX, que contou com a participação de dois importantes urbanistas da época: os engenheiros arquitetos Luiz de Anhaia Mello e Francisco Prestes Maia. Dentre suas proposições para uma reformulação urbana e o planejamento geral da cidade, as áreas verdes se configuraram como um relevante instrumento de organização e embelezamento do espaço citadino aliadas às vias de circulação. Mas, sobretudo, estas áreas foram tratadas como um equipamento necessário ao viver urbano, proporcionando opções de recreação e deleite. As propostas elaboradas por estes dois urbanistas marcaram o traçado urbano e a formação de parques e jardins na cidade até os dias atuais, sobretudo Francisco Prestes Maia, que dedicou um capítulo de seu Rascunho de Exposição Preliminar para Campinas exclusivamente às áreas verdes. Com base nos modelos norte-americanos Civic Art e City Beautiful, dois novos conceitos foram amplamente difundidos naquele período em Campinas através do trabalho do urbanista, seguindo o padrão de seu Plano de Avenidas elaborado para a cidade de São Paulo: o de Parque, com dimensões e atividades diferenciadas dos antigos jardins públicos, e o de Sistema de Áreas Verdes o qual abrangia desde os jardins de bairro às vias arborizadas, visualizando toda a cidade como um grande parque.
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