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BRITTO, Ana Lucia de. Saneamento na região metropolitana do Rio de Janeiro : uma análise da história recente da gestão de serviços da população mais pobre. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
Co-autores: 3

Resumo

Observamos no Brasil todo um processo histórico de desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a ampliação do acesso aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que tem como marco inicial à década de 70, com o PLANASA, (Plano Nacional de Saneamento), assim como investimentos importantes realizados nas últimas décadas, com programas específicos voltados para a implantação dos serviços em áreas periféricas e em favelas. Todavia, no início do século XXI, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ainda nos deparamos com fortes desigualdades no acesso aos serviços. Neste território temos um percentual significativo da população mais pobre, vivendo nas favelas e em áreas da periferia da metrópole, que ainda enfrenta problemas relacionados a um abastecimento de água precário e a ausência de sistemas de esgotamento adequados. Verificamos que os investimentos realizados nestas áreas, que envolveram um volume significativo de recursos financeiros, e diferentes programas nem sempre implicaram em uma ampliação da acessibilidade aos serviços. Nos interessamos, portanto, em investigar as causas deste problema, que nos parecem diretamente relacionadas ao modo de gestão de serviços que foi adotado pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) nos anos 70 e que permanece vigente até hoje. Nesta análise examinaremos dois aspectos que consideramos centrais: (i) O relacionamento entre a Companhia Estadual (CEADE) e os usuários dos serviços, sobretudo aqueles que fazem parte dos grupos de baixa renda. (ii) O modelo técnico adotado, orientado por uma prioridade a investimentos massivos em grandes sistemas de adução de água e a grandes sistemas centralizados de tratamento de esgotos, e suas implicações na questão da acessibilidade aos serviços nas áreas periféricas e favelas.
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