Mais informações

CASTRO, Ana Rita Martins Ochoa de. A oriente das cidades dialética nascente/poente em cidades waterfront : o caso de Lisboa. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

1. Metrópoles portuárias e waterfronts. Na cidade pós-industrial, numa era de globalização econômica, os efeitos da transformação logística e da obsolescência funcional das actividades econômicas existentes nas frentes de água, fazem-se sentir por toda a parte. Esta transformação, que se acentua a partir da década de 60, começa por ser uma questão de reconquista física da dimensão pública da relação entre as cidades e as suas frentes de água. Iniciam-se intervenções de regeneração urbana das frentes de água portuárias em diversas metrópoles, reaproximando as cidades da água, procurando antigas e novas funções de centralidade urbana. 2. A Oriente das cidades. Lisboa, como sucede historicamente com inúmeras cidades européias e ocidentais, cresceu para poente, em direcção ao movimento do Sol. As áreas novas e de expansão destas cidades, bem como o maior dinamismo espacial, urbanístico, social e econômico dão-se tradicionalmente a caminho do ocidente. Em contrapartida, as áreas mais degradadas, com menos dinamismo econômico, parecem reservadas ao sector nascente das mesmas cidades. A dialéctica nascente/poente existe nas várias cidades ao longo dos diversos períodos de desenvolvimento urbano e espelha-se no espaço público e nas manifestações artísticas presentes no território. Se por um lado, existe uma tendência quase "natural" de crescimento em direcção a ocidente, verificamos por outro, uma constante tentativa de "simetrização" da cidade, nomeadamente através de sucessivas operações - voluntárias - de reequilíbrio urbano, tentando-se sistematicamente corrigir a tendência da separação "cidade dos ricos"/"cidade dos pobres"... A abordagem incidirá sobre a análise comparativa das zonas orientais de três metrópoles Londres, Barcelona e em particular, Lisboa -, escolhidas pelo facto de todas serem cidades waterfront, terem sofrido um crescimento preponderante para ocidente e terem igualmente sido objecto de intervenções recentes a oriente, a fim de obter o desejado reequilíbrio urbanístico.
-