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MACHADO, Thiago Ramos. Da "cidade maravilhosa" ao "Rio. Incomparável" : discursos e práticas sobre a produção da imagem turística no Rio de Janeiro. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

O presente trabalho tem por objetivo compreender a natureza e os pressupostos do Plano Maravilha - que representa o plano de turismo da metrópole carioca - à luz de discussões que permeiam a competição interurbana. Buscamos nas origens, significados e materializações das atuais políticas urbanas, caminhos que nos permitam sinalizar para uma leitura crítica acerca da produção da imagem turística como a principal "estratégia" de inserção do Rio de Janeiro no chamado "mercado mundial de cidades". Incorporando esta perspectiva analítica, a questão central focaliza a construção de discursos, representações e práticas sociais que emergem desse; contexto, reafirmando uma visão fragmentada e seletiva da realidade urbana. Neste sentido, o artigo apresenta a seguinte estrutura: i) uma discussão teórica sobre a dimensão simbólica da produção da imagem turística no âmbito do planejamento estratégico; ii) um breve; resgate histórico da promoção do turismo na cidade do Rio de Janeiro e sua relação com a produção do espaço urbano; e iii) um estudo de caso do Plano Maravilha, que através da análise de sua estrutura e visão de cidade, possibilita não apenas resgatar os aportes teóricos e históricos discutidos nos itens anteriores como também articulá-los às especificidades da dinâmica sócio-espacial carioca. Por fim, propõe-se uma reflexão sobre o superdimensionamento da visibilidade de determinados projetos de caráter pontual e realização de eventos corri repercussão internacional, valorizados pela sua capacidade de projetarem uma imagem urbana dinâmica e competitiva, que tornam-se prioridade frente à necessidade de se investir em políticas públicas de caráter mais abrangente (habitação, saúde, educação, saneamento básico), direcionadas á efetiva demanda social. Sob este ângulo, engendram-se os mecanismos que visam assegurar o controle hegemônico da organização espacial em sua existência e reprodução, traduzindo de forma explícita a desconstrução da cidade em sua totalidade.
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