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FERREIRA, ângela A.; DANTAS, A. C. C. L.; EDUARDO, A. R. B. De "bairro-jardim" à "favela" : uma trajetória de idéias e propostas urbanísticas. In: SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 7., 2002, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2002.
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Resumo

O estudo das propostas visando a expansão urbana de Natal - na forma de planos que indicaram a ocupação de um mesmo lugar - contribui para discutir a evolução do ideário urbanístico na cidade, assim como para analisar o processo de urbanização e os princípios do urbanismo e do planejamento urbano no Brasil. Pretende-se investigar a história desse lugar - uma faixa privilegiada na malha urbana da cidade, compreendida entre o mar e o rio Potengi - a partir dos projetos, enfocando os respectivos contextos, os princípios teóricos e os desenhos propostos. O primeiro plano, idealizado em 1924 pelo engenheiro Henrique de Novaes, propunha um bairro operário baseado nos preceitos sanitaristas, com um traçado regular que privilegiava o aproveitamento da ventilação predominante. A segunda proposta, elaborada pelo arquiteto Giacomo Palumbo em 1929, criava um bairro-jardim destinado à alta elite local, em moldes ingleses e inspirado na tradição urbanística européia e nos princípios do zoning moderno, marcado por largas vias radiais que o integravam ao restante da cidade. O terceiro projeto, delineado pelo Escritório Saturnino de Brito em 1935, indicava um bairro residencial, pautado nos princípios sanitaristas e nas traduções norte-americanas de cidade-jardim e de unidade-de-vizinhança, podendo se destinar a uma população de alta renda ou aos moradores das aglomerações populares próximas. Apesar de alvo das propostas, resultantes de condições históricas específicas e de diferentes fundamentos ideológicos e princípios do urbanismo moderno que resultariam em formas espaciais distintas, esse lugar teve uma ocupação "espontânea" e "indesejada" por retirantes da seca, no início da década de 1960. Essa ocupação justificou a intenção do Plano Serete, elaborado por Jorge Wilheim em 1968, em remover a comunidade, prevendo a sua transferência e indicando o tratamento paisagístico da área desocupada - que se destinaria à recreação de militares e civis. A transferência não se concretizou, devido principalmente à forte organização de seus moradores. Atualmente, essa localidade, ocupada de forma consolidada por comunidades carentes, é considerada pelo Plano Diretor de 1994 como passível de ser Área Especial de Interesse Social. As precárias condições de vida e seu irregular desenho urbano a distanciam sobremaneira do que foi pensado em épocas passadas.
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