Mais informações

SILVA, Joana Mello de Carvalho; CASTRO, Ana Claudia Scaglione Veiga de. Entre nacionalismos e cosmopolitismos : imagens da metrópole moderna paulistana nas primeiras décadas do século XX. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

O trabalho pretende discutir os conceitos de nacionalismo, localismo, cosmopolitismo e modernidade, centrais para o debate cultural e a produção artística no contexto de forte modernização e aguda urbanização que ocorre na cidade de São Paulo nas (luas primeiras décadas do século 20. Para esta discussão serão investigados textos publicados nos dois principais jornais paulistas, que constituem importante instância de disputa no campo político e cultural do período: Correio Paulistano, vinculado â oligarquia cafeeira e porta-voz do Partido Republicano Paulista, dominante durante toda a Rep blica Velha, e O Estado de S. Paulo, ligado ao Partido Democrático, agremiação que reúne intelectuais, classes médias e parte da elite agroexportadora. Serão tomados artigos e crônicas que tratam da busca e afirmação do estilo nacional e/ou da inserção das artes locais no contexto das vanguardas européias - buscando apontar a relação entre as imagens da cidade que eram ali apresentadas e as transformações urbanas que mudavam sua face. A partir dos textos do jornalista e escritor modernista Menotti dei Picchia (1892-1988) e do arquiteto Gregori Warchavchik (1896-1972), publicados no Correio, bem como dos do escritor Monteiro Lobato (1884-1948) e do engenheiro português Ricardo Severo (1869-1940), publicados no Estado, pretende-se mostrar a construção do discurso acerca da nacionalidade e modernidade artística, apontando para suas indefinições, controvérsias, recuos e avanços. Tanto nas falas não especializadas dos intelectuais, quanto no discurso autorizado dos engenheiros e arquitetos percebe-se que, entre a idealização universalista, a defesa radical da modernidade artística, o tradicionalismo conservador e o patriotismo tacanho, havia um campo de investigação e experimentação artística intenso. Menotti assina uma coluna no Correio, "Crônica Social", na qual tematiza a busca de um estilo nacional nas artes, ao mesmo tempo em que defende a atualização das mesmas sob inspiração das vanguardas européias; Warchavchik escreve uma série de artigos na mesma folha, sobre suas idéias de modernidade. No Estado, Monteiro Lobato e Ricardo Severo protagonizara artigos em defesa de um estilo nacional que remetesse ao passado colonial. Entre nacionalismos e cosmopolitismos esses personagens criticavam a feição da cidade que se (re)construía em ritmo vertiginoso, afirmando imagens controversas para a metrópole moderna que desejavam.
-