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ARAÚJO, Patricia Vargas Lopes de. A expansão do território e a formação das Minas Gerais : um olhar sobre Mariana. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Número de Trabalhos: 1 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

Sérgio Buarque de Holanda, em seu clássico livro Raízes do Brasil (1936), trabalharia com dois paradigmas quanto à formação do Brasil. Para ele, a ocupação do território seria obra de dois tipos: "o trabalhador" e "o aventureiro"; "o ladrilhador" e "o semeador". Um é metódico, planeja suas ações, prefere a estabilidade. O outro, ignora fronteiras e obstáculos, aceita riscos, é audaz; criativo, ocioso. Não objetivava a estabilidade, o planejamento. A exploração portuguesa do território brasileiro, diferente da espanhola, seria obra de indivíduos ou grupos de aventureiros que ao desbravar o território ampliaram as fronteiras do domínio português. Emanuel Araújo, em Teatro dos Vícios (1997), de certa forma compartilhando do ponto de vista de Sérgio Buarque de Holanda, aponta o descaso para com a urbanização, e ressalta ainda a existência de uma opinião pouco favorável sobre a população que vivia na Colônia pelas autoridades e reinóis. A ocupação do território teria sido, desta maneira, realizada por "indivíduos facínoros", "gente intratável e desobediente". Expressões como "povo grosseiro", "ingrato", "atrevido", "pobre" e conjunto de "clima e gente infernal" estavam sempre presente nas falas das autoridades metropolitanas. De forma que, fossem pelas autoridades, fossem pelos colonos, muitos encarariam o Brasil por longo tempo como "coisa provisória". A partir de finais do século XVII e início do XVIII, quando se encontram metais e pedras preciosas nas Minas Gerais, é que a Coroa se preocuparia de modo mais sistemático com a normalização, a instalação de um aparato administrativo e fiscal, com o controle da população e com uma política de urbanização. Procuraremos nesta comunicação apresentar uma discussão que procura relocar em questão este debate, procurando refletir sobre a maneira como se processa a ocupação/formação do território mineiro, buscando contemplar a forma pela qual se dá a constituição dos primeiros núcleos urbanos. Neste sentido, como forma de verticalizar nossa reflexão, nos deteremos na análise da ocupação e da constituição de um dos primeiros núcleos urbano de Minas Gerais e sua primeira cidade: Mariana; procurando destacar sua formação urbanística e arquitetônica ao longo dos séculos XVII-XIX.
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