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BRANDÃO, Paulo Roberto Baqueiro. Espacialidades e temporalidades da presença galega na cidade da Bahia. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

Este trabalho, concluído no início do corrente ano como dissertação apresentada ao Mestrado em Geografia da Universidade Federal da Bahia, analisa as formas de articulação espacial da comunidade de imigrantes galegos de Salvador em uni período iniciado em 1853, quando da deliberação real espanhola chie autorizou a emigração de cidadãos desse país ibérico, até 2000, ano da inauguração, na orla oceânica soteropolitana, de um marco da presença desse grupo de imigrantes: o Cruzeiro Galego. Sendo uma dissertação ligada à Geografia Histórica, posto que a pesquisa realizada cobriu um lapso temporal de cerca de 150 anos, foi necessário lançar mão de uma periodização que expresse os diferentes ritmos e estratégias de ocupação dos espaços intra-urbanos da capital do estado da Bahia: 0 pioneirismo galego e a espacialidade territorial incompleta, entre os anos de 1853 e 1900, A consolidação da imigração galega e as espacialidades difusas, perfazendo os anos de 1900 a 1945 e A inclusão social plena, as espacialidades individuais e as marcas recentes da presença galega em Salvador, cobrindo os anos de 1945 a 2000. Todos os períodos acima identificados têm o mesmo tratamento metodológico, posto que são analisados, tanto no âmbito da Galícia quanto no que se refere à cidade do Salvador, o contexto econômico, político e social do momento enfocado, nas suas diversas escalas espaciais, os agentes que tiveram destacada atuação e a dinâmica socioespacial resultante. Todos esses elementos proporcionam as bases para o exame das formas de articulação e estratégias de ocupação dos espaços internos de Salvador pela comunidade de imigrantes galegos. Nesse sentido, o trabalho ora apresentado busca refletir sobre os meios pelos quais os membros da comunidade galega de Salvador produziram e ainda produzem espacialidades e temporalidades próprias que, por vezes, se mostram em consonância com os ritmos universais da existência humana e que, por vezes, só podem ser entendidos dentro da realidade peculiar desse que é um dos anais expressivos grupos de imigrantes estrangeiros fixados na capital baiana.
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