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CURY, Vania Maria. O clube de engenharia no contexto histórico de nascimento do moderno urbanismo brasileiro, 1880-1930. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Resumo

É objetivo desta comunicação mostrar que, ao associar engenharia e indústria (isto é, ciência e prática), os representantes do Clube de Engenharia imprimiram, em sua identidade profissional, a marca da ação. Adotando o lema do "engrandecimento da pátria pelo trabalho", tencionaram constituir-se nos principais interlocutores do poder público e da iniciativa privada, nas matérias diretamente ligadas ao campo material da sociedade. Atuando em vários segmentos da infraestrutura e das forças produtivas, os engenheiros exerceram papel de destaque na formulação e na execução dos principais projetos implementados com vistas à modernização do Brasil, com significativa relevância para a construção de ferrovias e a urbanização. Entre 1880 e 1930, tanto as concepções, quanto as realizações concretas do urbanismo brasileiro moderno sofreram influência decisiva dos membros do Clube de Engenharia, sendo a construção de Belo Horizonte (1897) e a Reforma de Pereira Passos (1902-06), no Rio de Janeiro, dois marcos fundamentais dessa preeminência, que tiveram à sua frente renomados sócios da instituição (Aarão Reis, Francisco Bicalho, Pereira Passos, Paulo de Frontin). Suas concepções acerca da "ação regeneradora" da engenharia sobre as cidades - que incluíam, principalmente, medidas voltadas para o saneamento fundaram-se na crença inabalável que pareceram alimentar quanto ao poder da ciência para superar até os mais graves obstáculos. Ao mesmo tempo, os processos de urbanização em curso no território brasileiro, ao longo da Primeira República, representaram alguns dos melhores campos de trabalho para a categoria, que lamentava, com freqüência, a relativa lentidão com que a modernização do País tendia a acontecer naquele período. A associação entre os engenheiros e as cidades, assim, pode ser pensada como parte integrante do contexto histórico de nascimento do moderno urbanismo brasileiro, quando a construção e a administração dos centros urbanos passaram a ser conduzidas por corpos técnicos com uma sólida formação científica.
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