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Tomazi, M. R. et al. A carbonatação e o PH de concretos com adições minerais em relação à corrosão da armadura. In: CONGRESSO REGIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EM ENGENHARIA, 17., FEIRA DE PROTÓTIPOS, 3., 2002, Passo Fundo. Anais... Passo Fundo, 2002.
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Resumo

Este trabalho, pretende avaliar o desempenho dos concretos com adições minerais em relação a profundidade de carbonatação e ao pH com vistas à corrosão da armadura. Sabe-se que o concreto possui elevada alcalinidade devido principalmente aos íons OH - , Ca ++ , K + , Na + presentes na solução intersticial dos poros do material, o que propicia um alto pH (entre 12 e 14). Com este pH e na presença de oxigênio, forma-se na superfície da armadura uma camada aderente de óxidos que a protege da corrosão. Enquanto não for removida esta camada de óxidos, a armadura segue passivada e a corrosão não se inicia. Entretanto, pela ação da carbonatação esse ambiente de estabilidade química do concreto é modificado, baixando o pH da solução para valores em torno de 8, facilitando a quebra da camada de óxidos e, que, juntamente com o oxigênio e a umidade desencadeiam o fenômeno da corrosão da armadura. Na pesquisa experimental foram moldados 80 corpos de prova prismáticos (7,5x7,5x5cm) de concreto contendo barras de aço CA-60 de 5mm de diâmetro. Foram pesquisadas 5 misturas de concreto, sendo 4 com adições minerais em substituição de igual massa de cimento (Cinza Volante 25%, Cinza Volante 50%, Cinza de casca de arroz 25% e Escória granulada de alto forno 70%) e 1 sem (100% Cimento CPV-ARI), tomada como referência. Para cada uma das misturas foram estudados três níveis de resistências, representados pelas relações água/aglomerante 0,50 ; 0,60 e 0,70. O mecanismo usado para indução da corrosão foi a carbonatação acelerada, utilizando câmara climática com 10 % de CO2 em volume. Os concretos, após a moldagem, foram curados por 49 dias em câmara úmida, e em seguida passaram por um processo de pré-condicionamento para equilíbrio de umidade interna até completarem 91 dias. Após, os mesmos foram colocados na câmara de carbonatação por 20 semanas (140 dias). A profundidade de carbonatação dos concretos foi medida com paquímetro digital após aspersão de solução com fenolftaleína a 1%. O ensaio do pH foi determinado através de dissolução aquosa de concreto pulverizado, segundo técnica de AL-AMOUDI et.al. (1991), com leituras por dois processos: pH-metro digital e papel indicador. A espessura carbonatada dos concretos com adições minerais foi maior que a do concreto de referência, sendo esse aumento proporcional a medida que cresce a relação a/ag e também o teor de adições no traço. O pH decresceu a medida que o tempo de carbonatação aumentou, passando de valores entre 12 e 11 para valores entre 9 e 8, sendo maior o decréscimo para concretos com adições minerais. A tendência da maior carbonatação para as misturas com adições minerais já era esperada, devido ao maior consumo de hidróxido de cálcio pelas reações pozolânicas. Analisando o pH dos concretos com igual porosidade (mesma relação a/ag), nota-se que o abaixamento do mesmo deve-se a diminuição dos compostos alcalinos da solução (Ca(OH)2, KOH, NaOH), propiciando com isso menor proteção do concreto ao aço no seu interior.
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