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ABRAMO, Pedro. O mercado do solo informal em favelas e a mobilidade residencial dos pobres nas grandes cidades brasileiras: notas para delimitar um objeto de estudo. In: ENCONTRO NACIONAL DA ANPUR, 11., 2005, Salvador. Anais... Salvador: ANPUR, 2005.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 10 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

A atual estrutura interna das grandes cidades brasileiras, e portanto o seu perfil segmentado e segregado do ponto de vista da distribuição espacial dos equipamentos, serviços e nível sócio-demográfico dos seus residentes é, em grande medida, tributária dos processos sociais de acesso e definição de uso do solo urbano. Apesar das marcas e heranças de um passado colonial patrimonialista-escravista e profundamente excludente, a estrutura sócio-espacial das grandes cidades brasileiras está marcada pela lógica moderna de coordenação das ações sociais e econômicas. De forma sucinta, podemos identificar duas grandes lógicas do mundo moderno de coordenação das ações individuais e coletivas e que se consolidaram a partir da construção dos Estados Nacionais e da generalização da lógica mercantil. A primeira lógica atribui ao Estado o papel de coordenador social das relações entre os indivíduos e os grupos sociais e sua função de mediador social define a forma e a magnitude do acesso à riqueza da sociedade. Uma segunda lógica de coordenação social da sociedade moderna é definida pelo mercado onde o acesso à riqueza social é mediado predominantemente por relações de troca. O acesso ao solo urbano a partir da lógica de Estado exige dos indivíduos ou grupos sociais algum acumulo de capital que pode ser político, institucional, simbólico ou de outra natureza de tal forma que permita o seu reconhecimento como parte integrante da sociedade e do seu jogo de distribuição das riquezas sociais.
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