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LANNA, Ana Lúcia Duarte. Cidades e ferrovias no Brasil do século XIX : algumas reflexões sobre a diversidade dos significados sociais e impactos urbanos - Jundiaí e Campinas. In: SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 7., 2002, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2002.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 3 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

A construção das ferrovias no Brasil, em finais do século XIX e início do século XX, tem sido recorrentemente associada a uma pretensa e recorrente expansão urbana. Este trabalho propõe, a partir da análise da bibliografia e dos resultados de uma pesquisa documental inédita, refletir sobre esta associação tomando como exemplos as cidades de Jundiaí e Campinas localizadas no estado de São Paulo e servidas pelas "ferrovias do café". O primeiro aspecto a ser problematizado refere-se ao fato de que nem sempre ferrovia e urbanização fazem parte de um mesmo processo. Em seguida pretende-se discutir que mesmo quando esta associação é efetiva ela pode ter significados distintos. Nos exemplos tomados pretendemos refletir sobre a distinção que dois equipamentos ferroviários - gares e ateliês - tem na constituição de espaços sociais urbanos. Os significados dos impactos da ferrovia em ambas as cidades serão diversos, seja no que se refere aos equipamentos urbanos, às atividades desenvolvidas, ao perfil populacional e às representações afeitas ao universo ferroviário. Em Jundiaí localizavam-se as oficinas e ateliês de reparação de equipamentos da Companhia Paulista que, ali instalados em 1893, trouxeram para a cidade um afluxo considerável de pessoas e novos equipamentos urbanos, contribuindo para a caracterização do que pode-se nomear como "cidade industrial". Campinas construirá em finais do século XIX uma importante e imponente estação e possuirá pátios de manobra e escritórios de várias empresas ferroviárias, a "metrópole da belle époque".
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