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Bhatt, Vikran. Ensino e pesquisa em projeto de arquitetura para comunidades carentes. In: SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE ENSINO EM PROJETO DE ARQUITETURA, 2003, Natal. Anais... Natal: UFRN, 2003.
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Resumo

Nos últimos cinquenta anos, a população urbana do terceiro mundo cresceu dramaticamente e continuará a crescer em ritmo semelhante nas próximas décadas. Com o aumento da população, o problema de abrigo para as populações pobres do meio urbano cresceu tanto em escala quanto em intensidade, e cerca da metade e, em alguns casos, percentuais ainda mais expressivos da população urbana vivem agora nos chamados assentamentos precários ou clandestinos e favelas. Os esforços das autoridades formais têm fracassado em resolver este problema. O ensino, a pesquisa e a prática da atuação profissional no campo da concepção projetual poderia desempenhar um papel vital no trato desta necessidade que é mundial, mas ela não tem correspondido a este desafio. A primeira geração de tentativas formais, posta em prática nos anos de 1950 e 1960 para lidar com as carências urbanas e de habitação no terceiro mundo, coincidiu com a difusão do Modernismo. No plano intelectual, havia a convergência de ideais socialistas, que representavam o pensamento arquitetônico predominante à época, e as concepções que guiavam os programas formais, tanto dos governos nacionais quanto das agências de fomento internacionais. Grandes criações de caráter modernista tais como Brasília no Brasil, Chandigarh na Índia, Ciudad Guayana na Venezuela e importantes projetos de habitação pública que eles inspiravam em todo o mundo em desenvolvimento exemplificam isso. Infelizmente, o projeto modernista fracassou de várias maneiras: sua visão urbana, seus pressupostos culturais, suas expressões tecnológicas, materiais e estilísticas estavam equivocadas. Nos anos 1970, quando o projeto modernista foi deixado de lado, com ele se foi igualmente o envolvimento ativo de uma atuação projetual de caráter profissional voltada para as grandes questões habitacionais no mundo. Houve razões estratégicas e lógicas para o declínio do ensino, da pesquisa e da atuação profissional do projeto arquitetônico em melhorar as condições materiais das comunidades carentes. Muitos destes obstáculos, discutidos neste paper, permanecem conosco. Contudo, o autor argumenta que os estabelecimentos educacionais e de pesquisa não somente são capazes de superar estas dificuldades, mas eles estão melhor situados para enfrentar o desafio sem precedentes do problema habitacional no mundo de hoje.

Abstract

In last fifty years, the urban population of the Third World has grown dramatically and it will continue to grow at a similar pace in the coming decades. With the increase in the population the shelter problem of the urban poor have grown both in scale and in severity, and close to half and in some cases even greater percentage of the urban population is now living in so called squatter settlements and slums. Efforts of formal authorities have failed in solving this problem. Teaching, research and practice of the design profession could play a vital role in addressing this global need, but it has not lived up to its challenge. The first generation of formal attempts, put in practice in 1950s and 60s, to address the housing and urban needs of the Third World coincided with the spread of Modernism. On an intellectual plain there was a convergence of socialist ideals, the prevalent architectural thought of the time, and the thinking that guided the formal programs, both of national governments and international aid agencies. Great modernist creations such as Brasilia in Brazil, Chandigarh in India, Ciudad Guayana in Venezuela and major public housing projects that they inspired throughout the developing world exemplify this. Unfortunately, the modernist project was flawed in many ways: its urban vision, cultural moorings, technological, material and stylistic expressions were all off base. The stylistic abandonment of the modernism was one thing; in 1970s, when the modernist project was forsaken along with it also came an end of the design profession’s active involvement in the global shelter arena. There were logical and strategic reasons for this decline of teaching, research and professional sides of the architectural project in improving the physical environment of the poor. Many of these impediments, which are discussed in this paper, are still with us. However, the author argues that our educational and research establishments are not only capable of overcoming these difficulties they are best situated to meet the unprecedented global shelter challenge that we are facing.
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