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SEGAWA, Hugo. Rio de Janeiro, México, Caracas: cidades universitárias e modernidades 1936-1962. Revista de Urbanismo e Arquitetura, Salvador, v. 1, n. 7, p. 38-4, jul./dez. 1999.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Com arquivo PDF disponíveis: 2)
Citações: 1
Índice h: 1  
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Resumo

Os anos imediatos pós 2° Guerra foram excepcionais na consolidação de estruturas universitárias na América Latina. Três das mais importantes cidades universitárias foram realizadas segundo diferentes preceitos de modernidade: Rio de Janeiro, México e Caracas. Nos anos 1930 diferentes anteprojetos de cidades universitárias para o Rio de Janeiro - de Le Corbusier, Lúcio Costa e Marcello Piacentini - deixaram de ser aproveitados. Jorge Moreira liderou a equipe de planejamento da cidade universitária da então Universidade do Brasil, que se efetivou a partir de 1949, segundo as doutrinas do urbanismo preconizadas pelos CIAMs, constituindo um dos mais evidentes exemplos de paisagem urbana nos moldes idealizados por Le Corbusier. Mario Pani e Enrique del Moral conduziram, a partir de 1949, uma equipe de cerca de 70 arquitetos que projetou a Cidade Universitária da UNAM, na Cidade do México, desenvolvendo um núcleo urbano no qual elementos das cidades pré-hispânicas e referenciais arquitetônicas e construtivas desse passado remoto combinavam-se com a modernidade de inspiração corbusiana e com a arte engajada do muralismo mexicano, nunca simbiose entre tradição, modernidade e nacionalismo. Carlos Raúl Villanueva, ao desenvolver o plano ela Cidade Universitária da Universidade Central de Venezuela, a partir de 1943, buscou a síntese das artes, ao conceber o espaço universitário como um museu de arte ao ar livre da vanguarda artística do período, convocando artistas conta Calder, Laurens, Vasarely, Léger, Soto, Lam e outros para participarem da mais ousada proposta de integração artelarquitetura do continente. Diferentes modernidades caracterizaram a formulação arquitetônica e urbanística das três cidades universitárias, pontos altos da nova tradição da síntese das artes da arquitetura moderna de meados do século XX na América Latina.
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