Mais informações

MORAES, Fernanda Borges de. Exclusão e inclusão : delimitação e permeabilidade dos territórios. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL PSICOLOGIA E PROJETO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO, 2000, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFRN, 2000. p. 454 - 464.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

Arquitetos e urbanistas têm se deparado, atônitos, com novas demandas projetuais decorrentes de problemas de segurança que vem assolando os grandes centros urbanos. A associação direta e pragmática de conceitos tais como segurança e controle, sem a necessária mediação de reflexões mais profundas sobre seus aspectos psicológicos, funcionais e simbólicos tem levado a respostas projetuais que criam, em última instância, espaços que oscilam entre a reclusão e a exclusão: de um lado multiplicam-se shopping centers e condomínios fechados e, de outro, extensas áreas residenciais e centros dinâmicos entram em processo de estagnação e abandono. Este trabalho discute a correlação entre os conceitos segurança x reclusão e controle x exclusão, comparando a natureza dos novos espaços criados - shopping centers e condomínios fechados - com aquela dos espaços "negados" - as áreas urbanas degradadas/estagnadas. O sentimento de reclusão proporcionado por esses novos espaços tende a ser minimizado/ mascarado a partir da reprodução, na forma de cenário/simulacro, de elementos dos espaços urbanos convencionais. Por sua vez, fórmula semelhante tem sido adotada em projetos que visam a "revitalização" das áreas estagnadas/ degradadas. O que tem justificado e sustentado os projetos, tanto numa quanto noutra situação é, antes, uma estratégia de venda de imagens que uma ação efetiva visando a melhoria da qualidade de vida urbana.

Abstract

Architects and planners have been facing themselves on an astonishing way to design demands caused by public security problems that have been threatening populous urban areas. Direct and pragmatic association between security and control done without the deep and necessary reflection about theirs effects on the psychological, functional, security and symbolic aspects of the design have been leading to responses that created spaces floating between seclusion to exclusion. On one side there are the shopping centres and "gated communities" and on the other side, great extension of city centres residential areas that are decaying by a deterioration process. This work sets out the relationship between concepts such as security and seclusion and between control and exclusion by comparing the nature of the new created spaces as shopping centres and "gated communities" to the nature of those that are presented in the neglected and decaying places. The seclusion feeling caused by those new spaces tends to be minimised or even masked by scenarios created to be used as a standard urban space. At the same time the same formula has been adopted to renew deteriorated areas. What justifies and sells those kind of design solutions is a market strategy that sells an image rather than to do an effective action to increase the quality of the urban life.
-