Mais informações

MORAES, Fernanda Borges de. A teia colonial : aspectos da origem e estruturação territorial do estado de Minas Gerais. In: SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 7., 2002, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2002.
Clique no nome do(s) autor(es) para ver o currículo Lattes:

Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

A singularidade do processo de colonização e urbanização nas Minas Gerais, iniciado na última década do século XVII, está tanto em sua gênese, dada a rapidez com que se desenvolveu e se alastrou toda uma rede de núcleos urbanos, quanto na sua importância na constituição do que é hoje o estado, com seus 853 municípios. A consolidação das fronteiras mineiras só veio a ocorrer em meados do século XIX, com a incorporação definitiva do triângulo mineiro e dos territórios a leste, ao longo da divisa com o Espírito Santo, época em que estavam instalados apenas 51 municípios. Nessa reflexão sobre o processo de colonização e urbanização das Minas, partimos do esquema genealógico do desdobramento histórico da divisão municipal do estado elaborado por Joaquim Ribeiro Costa, que considerou como troncos iniciais de um processo de sucessivos desmembramentos territoriais, três municípios - Mariana, Ouro Preto e Sabará - cujas sedes foram as primitivas vilas de Nossa Senhora do Carmo de Albuquerque; do Ribeirão do Carmo e a Vila Real de Sabará, erigidas em 1711. Organizado na forma de um quadro, esse esquema, quando espacializado por meio de mapeamentos, analisado e confrontado com os limites dos primeiros termos e das sucessivas divisões judiciárias das comarcas, explicita várias outras peculiaridades da urbanização em Minas, dentre as quais destacamos um movimento centrífugo que, partindo das áreas onde se instalaram os primeiros núcleos de mineração, se expande em direção às suas fronteiras até constituir os limites atuais do estado. No entanto, o esquema de Ribeiro Costa, além de se encerrar no ano de 1962, também não se aprofunda em aspectos da divisão intramunicipal, no que se refere sobretudo aos processos de desmembramento, remembramento, incorporações e reincorporações de partes expressivas dos territórios municipais: as áreas de domínio das primitivas freguesias. Tais processos, muitas vezes regidos por injunções políticas, desarticularam sistemas interurbanos, desconsiderando os condicionantes naturais e relações sociais e econômicas historicamente construídas. Estes são aspectos observados no processo dos sucessivos desmembramentos territoriais dos termos das vilas de Nossa Senhora do Carmo de Albuquerque e do Ribeirão do Carmo, porção do território mineiro abordada em maior profundidade neste trabalho.
-