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MORAES, Fernanda Borges de. A rede urbana das minas coloniais : potencial turístico das paisagens culturais remanescentes. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 8., 2004, Niterói. Anais... Niterói: ARQ.URB/UFF, 2004.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 7 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
Citações: Nenhuma citação encontrada
Índice h: Indice h não calculado  
Co-autores: Nenhum co-autor encontrado

Resumo

Diante da possibilidade de acesso a imagens digitais de toda a extensão do planeta, atualizadas continuamente por meio dos inúmeros satélites em órbita, pode parecer anacrônico o interesse pelas representações cartográficas de outrora. Certamente não o é para pesquisadores e acadêmicos da história, da geografia, do urbanismo e de tantas outras áreas afins. Possuindo uma linguagem própria, os mapas são muito mais eloqüentes do que o senso comum supõe. Revelam não só a geografia, mas também falam de um determinado tempo que ficou aprisionado na base material em que foram desenhados ou impressos. Tempo em que eram outras as técnicas e unidades de medição e representação; tempo em que os lugares que conhecermos tinham outros nomes; tempo em que nem tudo era conhecido, fazendo com que extensas áreas em branco falassem de sertões a desbravar e que refinadas iluminuras revelassem o sonho de encontrar o Eldorado, o medo de monstros medonhos que povoam os mares e as florestas, o assombro diante da exuberância de terras recém-descobertas. São registros valiosos porque únicos, raros e eloqüentes. Trabalhando com documentos cartográficos, dispersos em inúmeras instituições no Brasil e no exterior, procuramos reconstituir o processo de evolução da rede urbana da Capitania de Minas Gerais, ao longo do século XVIII e inicio do XIX. Diante das dificuldades de leitura e identificação da correspondência atual dos topônimos, fez-se necessário não só o conhecimento de paleografia, mas o cotejamento constante com outras fontes que pudessem elucidar dúvidas sobre os dados neles contidos, para então transferir esses dados para uma base cartográfica atual, que permitiu o desenvolvimento das análises. Neste trabalho, buscamos não só identificar as polarizações geradas, as transformações e as rearticulações ocorridas no território da capitania em cada um dos cinco principais momentos analisados - as primeiras décadas do século XVIII, ca. 1734-1735, 1778, 1800-1804 e 1821 -, mas também compreender o papel da cartografia no contexto da geopolítica ibérica e européia no século XVIII, não só no que se refere às questões da posse e ocupação dos territórios, mas também quanto às estratégias de controle adotadas de modo a coibir a evasão de riquezas.
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