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PONTUAL, Virgínia. As narrativas sobre o urbanismo no Recife de ontem : marcos e referências da história urbana?. In: SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA CIDADE E DO URBANISMO, 7., 2002, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2002.
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Dados do autor na base InfoHab:
Número de Trabalhos: 10 (Nenhum com arquivo PDF disponível)
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Resumo

O artigo procura mostrar, por um lado, que o urbanismo no Recife remonta ao século XVI com o plano da cidade maurícia de Pieter Post. São várias as matrizes identificadas pelos estudiosos ao longo dos séculos de práticas de urbanismo, quais sejam: o lusitano, o holandês, o britânico, o francês e o americano. No século XIX surgiram contribuições sobre a história do Recife, resgatando fatos políticos e sociais com base na veracidade documental. Porém, as contribuições voltadas para a reconstituição das práticas do urbanismo só passam a ser realizadas na segunda metade do século XX. Nesse momento diversas contribuições e estudos são realizados identificando as matrizes, recompondo idéias, interpretando documentos arquivísticos, bibliográficos e iconográficos. As matrizes lusitana e holandesa têm sido tratadas por historiadores e urbanistas com destaque para José Luiz Mota Menezes cujas pesquisas estão condensadas em substantivas e variadas escritas como o "Atlas histórico e cartográfico do Recife", "A cidade do Recife: urbanismo lusitano e holandês" e "Arquitetura e urbanismo". As matrizes francesas, britânicas e americanas são ressonâncias das concepções de Haussmann, de Agache, das cidades-jardins, do funcionalismo, dos preceitos dos CIAMs e do Movimento de Economia e Humanismo, citando apenas as mais referenciadas. Essas ressonâncias, principalmente as do urbanismo modernista, têm sido estabelecidas por, arquitetos e urbanistas, discentes e docentes do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da UFPE. Essas reconstituições, por outro lado, estão ordenadas segundo temáticas e formulações metodológicas considerando, segundo Lepetit, em "Por uma nova história urbana", as modalidades de presentificação dos passados e a correspondência entre a forma da cidade e a do discurso; ou seja, estão mostrados os marcos e as referências sobre a escrita da história do urbanismo no Recife.
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