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silva, Marinélia Sousa da; TRINCHÃO, Gláucia Maria Costa. A pichação e os olhares da cidade. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOMETRIA DESCRITIVA E DESENHO TÉCNICO, 15., INTERNATIONAL CONFERENCE ON GRAPHICS ENGINEERING FOR ARTS AND DESIGN, 4., 2001, São Paulo. Anais... São Paulo: ABEG, 2001.
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Resumo

É interessante observarmos o fato de em pleno final do século XX e início do século XXI, época (no ocidente) da plena primazia da linguagem midiática e tecnológica homens estarem riscando parede, o que segundo os desenhólogos, foi a primeira expressão humana de nossa espécie. Por que o homem depois de milhões de anos ainda recorre a este recurso? Destarte, o texto visa refletir sobre o legado cultural deixado por pichadores no dinâmico cenário urbano numa perspectiva interdisciplinar, na tentativa de captar alguns de seus múltiplos aspectos: registro, contravenção e arte (?). Assim entendemos a pichação como desenho, testemunho vivo que referenda o contexto que está presente, portanto registro e documento da humanidade e está a serviço da história e das demais áreas de conhecimento. Ao mesmo tempo, percebemos que na maioria dos círculos acadêmicos a pichação é vista apenas como poluição visual ao contrário do grafite que vem aos poucos ganhando o estatuto de arte, daí questionamos o conceito de arte e seus limites. O desenho (pichação) emerge aqui como um texto a ser interpretado pois traz consigo parte de um imaginário social urbano muitas vezes relegado ao descaso por estar à margem do socialmente permitido.

Abstract

It's curious to watch man strips walls in the end of XX century and begging of XXI century. For design scientists it was the first human expression. Why the man, after millions of years goes on to pitch walls and strikes? So, this text intends to reflect about cultural legacy of these people, in the dynamic urban spaces. Our idea is to get this action in some of its faces: register, contravention and art. We understand pitching is like a drawing. Which is an alive witness of humanity. We also understand it may service to History and another knowledge areas. At the same time, we note the academies reproduce the old speech of visual pollution. In the other hand, graphite is getting an art status. So, we question the arts concept and its limits. In the work, drawing (pitching) appears like a text to be studied, because it brings itself part or urban imaginary. It has been being considered like a bad manifestation because in breaks up the social conventions.
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