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CASTELLO, Lineu; Castello, Iára Regina. Uma sustentabilidade urbana para a pós-metrópole. In: NUTAU: SUSTENTABILIDADE, ARQUITETURA, DESENHO URBANO, 4., 2002, São Paulo. Anais... São Paulo: USP, 2002. p. 1172-1181.
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Resumo

O Século XXI inicia com o reconhecimento tácito das perigosas conseqüências da civilização industrial sobre solo, água e ar, e do exagerado recobrimento que a expansão do ambiente construído acarreta sobre o ambiente natural. Por outro lado, o desenvolvimento urbano é um processo em permanente evolução: as novas mudanças na sociedade trazem mudanças nas demandas espaciais, embora permaneça a necessidade por espaço. Onde buscá-lo? No adensamento, no infill ou, ainda, na promoção da exurbia? O presente texto aborda o re-uso de áreas esvaziadas como estratégia para o desenvolvimento urbano sustentável, mantendo limites territoriais pré-existentes. Meta bastante idealizada no final do Século XX, hoje despontam algumas experiências de sucesso a indicar novas direções para sua concretização. O fenômeno das chamadas brownfield areas, ou seja, de áreas que se tornaram esvaziadas pela obsolescência das funções nelas anteriormente executadas - em especial, de áreas industriais - é mundial e é típico de um período que se poderia chamar de pós-metropolitano. O resultado é a presença de solo sub-utilizado em locações centrais, geralmente providas de infra-estrutura urbana, acarretando severas perdas na economia urbana e, conseqüentemente, nas funções sociais do solo urbano. A pós-metrópole exige uma estratégia global e projetos específicos. Conter a centrifugação da urbanização desponta como estratégia global conducente a uma política urbana sustentável. Experiências recentes de desenho urbano podem trazer bases empíricas para projetos específicos. Dessas, projetos de revitalização realizados no paradigma do “new urbanism” americano são merecedoras de discussões mais elaboradas, já que representam uma tendência em expansão. Após discutir as justificativas teórico-conceituais em favor da estratégia global, o documento analisa algumas experiências e aborda casos específicos e, ao fazê-lo, discute questões suscitadas pela estratégia, como a conservação de elementos de interesse histórico e o papel exercido sobre a sustentabilidade das raízes culturais, em áreas onde a identidade urbana já está consolidada.

Abstract

The 21st Century begins with the tacit recognition of the dangerous consequences the industrial civilization has inflicted on soil, water and air, and of the exaggerated soil impermeability the expansion of the built environment causes on natural land. On the other hand, urban development is a process in permanent evolution: society’s changing ways of life bring about new spatial demands, but the need for space remains the same. Where to look for it? In densification, in infill or, still, in the promotion of exurbia? The present text approaches the reuse of vacant areas as a strategy for sustainable urban development, keeping urban growth limited to preexistent territorial boundaries. Though not more than a highly idealized objective in the end of the 20th Century, there are today some successful experiences that point to new directions for its achievement. The phenomenon of the so-called brownfield areas, that is to say, of areas that became emptied due to the obsolescence of the previous functions performed in them - especially, the industrial function - is found worldwide and is typical of a period one could call postmetropolitan. As a result, land, generally well infrastructured, become under-used in central locations, bringing about losses in the urban economy and, consequently, in the urban land social functions. For its sustainable development, the postmetropolis demands a global strategy and specific projects. As a global strategy, to contain the centrifugal forces of the urbanization is a primary goal, capable to lead towards sustainable urban policies. Recent experiences on urban design practice can bring empiric bases for specific projects. Of those, some revitalization projects developed under the lines of American ‘new urbanism” are worthy to be discussed, since they represent a growing trend in the profession.After discussing the theoretical-conceptual justifications in favor of the global strategy, the document analyzes some experiences and approaches specific cases. It also deals with topics implied by the sustainability strategy, such as the conservation of elements of historical interest, and on the preservation of people’s cultural roots in areas where urban identity is already consolidated.
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