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Resumo

A morfologia de ocupação do solo urbano, no período colonial, foi profundamente afetada pela influência eclesiástica sobre a vida social, influência que se manifestava desde a construção de templos até o domínio do solo e a apropriação de territórios. As diferentes modalidades de apropriação da terra e de exploração do trabalho, associadas às características culturais dos povos africanos, promoveram nuances nesta morfologia. Era nosso propósito provar tal hipótese através do cadastro das capelas "negras" e da identificação de suas localizações urbanas à época em que foram construídas. O levantamento das plantas e cartas existentes e disponíveis a nível local não foi suficiente, entretanto, para uma análise cuidadosa de todas as situações, pois muitas vilas e cidades não dispõe de mapas feitos em séculos passados. Não foi possível aprofundar, assim, as relações entre o espaço urbano e as igrejas católicas pertencentes à população de cor, apesar de sua importância para a configuração territorial do Brasil e a formação das cidades e vilas. E bem verdade que alguns mapas foram obtidos por pesquisas indiretas em fontes impressas e outros, por correspondência, foram poucos. Sem financiamento ou meios de conseguir todos os mapas, que exigiriam o deslocamento para várias regiões do Brasil, não foi possível consolidar as análises urbanas. O objeto da pesquisa, deste modo, foi concentrado no objetivo principal apresentado na proposta original: inventário das capelas e igrejas consagradas à N. Sra. Do Rosário, São Benedito, Sta. Efigênia e Sto. Elesbão pela população negra do Brasil, nas vilas e cidades fundadas no período colonial. Como as modalidades de exploração do trabalho escravo e de aproveitamento do solo variaram no tempo e no território que estava sendo ocupado, para facilitar a análise, o trabalho de levantamento foi iniciado pelas regiões de açúcar no nordeste, sobretudo Bahia e Pernambuco, depois pelas regiões mineiras do centro-oeste, pelas regiões de drogas do sertão, no norte e, por fim, pelas regiões de gado e café, no sul. Durante o decorrer da pesquisa, houve uma adequação do objeto de estudo e do pretendido, em função da expansão do seu universo, que se estendeu das cidades e vilas para conhecidos "arraiais" ou seja, núcleos iniciais de povoamento que, mais tarde, transformar-se-iam em vilas. O processo exigiu, por outro lado, a redução deste mesmo universo apenas para aqueles assentamentos em que foi registrada a presença de igrejas pertencentes a ´´homens de cor``. Ficou claro que as irmandades de cor possuíam sempre uma capela ou altar dedicado a santos de sua devoção, mesmo em igrejas cujo padroeiro era festejado por outras irmandades. Esta situação era, em geral, temporária. Na medida em que adquiriam recursos próprios, por doação de seus membro, por donativos ou subvenções oficiais, rapidamente erigiam sua própria igreja. Por esta razão, optou - se por considerar a existência de irmandades de pretos ou pardos como indicativos da existência de capelas, mesmo nos casos em que o levantamento dos dados não deixou explícita tal possibilidade.
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